quinta-feira, 4 de abril de 2019

Sinto a tua falta


Sinto a tua falta.
Sinto a falta dos nossos momentos.
Das nossas conversas.
De falarmos 24/7.
Sinto saudades tuas.
E as saudades que eu tenho de ti não são somente a ausência dos momentos que tivemos juntos. É sim também a tua ausência. A enorme vontade de estar contigo, de falar contigo, mas infelizmente não poder. Mas sinto que o nosso momento está a passar. E se tu não fizeres nada entretanto, vais me perder. Eu tenho muito medo na pessoa que me tornei. Já me desapeguei muito de ti, em tão pouco tempo. Graças ao que me tornei. Ou melhor, do que me tornaram. Melhor ainda, do que tu me tornaste. Durante muito tempo, pensei que o meu amor anterior era o “amor da minha vida”. Mas hoje percebo que és tu. Porque bates tão certo naquilo que é a definição do “amor de uma vida”. A pessoa que vai sempre ser o nosso ponto fraco, e que nós só quisséssemos que as coisas efetivamente resultassem com essa pessoa. Pensei durante muito tempo que irias ser o “amor para a minha vida”. Mas é impossível apenas uma pessoa lutar! É impossível! Dei te chances a mais que aquelas que devia ter dado. Mas pelo menos assim fiquei de consciência tranquila. Mas nunca gostei de ninguém assim, como de ti. Não era um amor tão doentio como já tive antes, mas era um amor mais verdadeiro e genuíno. E eu entreguei-te o meu coração, mesmo sem nunca teres-me dado nenhuma prova, nem nenhuma garantia de nada. De apenas acreditar! E tu magoaste-me, acabaste por pegar no coração que te tinha dado anteroura, e partiste-o. Jogaste ao chão. Espezenhaste. Algo que eu jamais faria com o teu.
Tu não tens a mínima noção de quantas pessoas queriam ter a sorte que tu tiveste.
De ter alguém ao seu lado. De ser tratado com a maior das atenções, e com o maior do carinho. Eu apenas te pedia sinceridade e clareza naquilo que sentias. Tal como eu sempre fui contigo. Aliás, eu nunca pedi-te mais que aquilo que te conseguia dar. Mas mesmo assim falhaste. Mesmo assim iludiste-me. Mesmo assim não conseguiste ou não quiseste corresponder ao meu sentimento (eu acredito muito mais que não quiseste, infelizmente). E sabes o que me custa mais? É o facto de ambos estarmos mal. E eu sei que tu estás. Eu sei que tu também sentes a minha falta. Mas já cedi tantas vezes, que eu já não quero ceder mais. Porque de todas as vezes que eu cedi, acabei por me magoar sempre. Prefiro ficar sem ti, do que estar contigo num impasse de sofrimento. Independentemente da falta que me faças. Espero que isto tudo te tenha servido de aprendizagem, porque para mim serviu. Gostava que a nossa história ainda tivesse algo mais a ser contado. Mas essa esperança praticamente já foi. Tenho tentado de tudo para seguir em frente. E acho que mal ou bem tenho seguido. Eu arrisco-me até a dizer que estou a lidar melhor sem ti, do que tu sem mim. Mas eu não vou, e nem quero jogar mais esse teu jogo. Infelizmente as pessoas só dão valor às outras, quando as perdem. E é isso que está a acontecer contigo. Só tenho a pena de provavelmente nunca vir a saber como tu me vias verdadeiramente. Mas já não luto mais por isso. Custou-me durante muito tempo a tua palavra ser “não”, e as tuas atitudes serem “sim”. Porque se a tua palavra fosse “não”, e as tuas atitudes “não”, eu cagava, sinceramente. Agora as tuas atitudes não se igualavam à palavra que tu me deste constantemente durante muito tempo. E sabes quando é que eu desisti efetivamente de nós? Quando tu me disseste que nunca iria existir nada entre nós, sem ser uma amizade. E pior que isso, foste para as redes sociais mandares a indireta que eu só tinha me iludido porque queria.
Mas como assim?
Tu ao menos tinhas a mínima noção do que estavas a dizer?
Voltando a dezembro do ano passado, quando bati no fundo pela primeira vez por tua causa, eu queria me afastar de ti.
E lembras-te do que tu me disseste?
“Fica!”
A partir daqui, com que moral é que tu me podes dizer que eu me iludi sozinho?
Mas caguei!
Sobretudo quando te falta sinceridade e clareza.
Algo que eu sou contigo.
E são as únicas coisas que eu te cobro.
Nem te cobro reciprocidade, porque isso não se pode cobrar.
Mas tu tiveste-me na mão, e decidiste cagar para mim de todas as maneiras.
Mesmo tu sabendo que eu gostava de ti, e que te via muito mais do que uma amiga.
Hoje sinto que os papéis se inverteram.
Por muita falta que me faças, eu estou nem aí (como se diz no Brasil).
No final disto tudo, só te desejo que sejas muito, mas mesmo muito feliz.
Para além de tudo, tu mereces, pela menina que és.
Vou sempre gostar muito de ti!
Vais sempre ser muito especial para mim.
E que a vida te dê outra oportunidade de poderes ser feliz ao lado de alguém, como podias ter sido comigo.