Mais afastados que nunca...
Mas sinceramente é melhor assim!!!
Aliás, eu já nem sei o que é melhor para mim!
Já não há forças para continuar.
Não consigo ficar bem, e tudo tem um limite.
Não quero fazer nenhum disparate.
Não quero fazer nada que faça arrepender-me a mim ou os meus.
Mas estou a entrar num fim de linha...
Eu não aguento mais.
Acordar todos os dias com vontade de morrer, para não sofrer diariamente.
Eu sei que há quem esteja pior, quem viva na rua, ao frio, quem passe fome...
Mas quando faltam as forças...
É muito difícil!!!
Não teres encanto para nada.
Não te reconheceres enquanto pessoa, olhares para o espelho, e sentires nojo de ti mesmo...
Isto nunca me aconteceu antes!!!
Adorava que isto fosse só uma fase, mas nunca é só uma fase.
É muito mais que isso.
Olhares para a vida, e veres que ela não faz sentido nenhum.
Porque quem se esforça para ser feliz, não é, e muitas vezes quem só faz merda, a vida dá tudo de mão beijada.
É injusto isto!!!
Não há qualquer tipo de justiça neste jogo da vida.
Há quem seja premiado pela sorte a todos os níveis, e há quem não tenha sorte a patavina.
É impressionante...
Como é que supostamente posso levantar a cabeça, no meio da solidão?
Simplesmente não há maneira.
Não dá.
É impossível.
E se perdes a força de vontade, acabou.
Para quê lutar neste jogo da vida, quando ela só me quer empurrar para a merda?
Para quê continuar a olhar para isto, e sentir que perdi o mundo?
Já não há!
Simplesmente já não há forças...
Isto vai ter um fim.
A bem ou a mal.
E temo que seja a mal.
Sobretudo quando o refúgio é o álcool e o tabaco.
Bebo para esquecer, fumo recreativamente, e acabo com a saúde aos poucos.
Eu só quero ficar bem.
Com ou sem apoio dos outros, é me igual.
Quero que a vida me dê mais razões para sorrir.
Porque todos os motivos que eu pudesse ter para sorrir, a vida levou-me eles todos, e só deixou a minha irmã, para não ir totalmente abaixo...
Depressão?
Tudo indica que é mais uma...
Num espaço de um ano já é a terceira ou quarta (até já me perdi nas contas).
Entrei num ciclo negativo.
Escuridão, solidão, tristeza, dor, mágoa...
E para sair?
Sai-se, mas para se sair sozinho, tem de haver muita força de vontade.
E eu perdi toda essa força...
Se eu não conseguir levantar-me a tempo, que um dia se lembrem de mim.
Só quero que se lembrem de mim, pelos conselhos, pelas amizades, pela alegria...
Enfim, por tudo aquilo que eu fui para vós!
Independentemente de tudo, façam sempre o bem.
Não há nada melhor que se deitarem de consciência tranquila, e acordar com a mesma.
Nesse aspeto, acho que foram muito poucas as vezes que me fui deitar de consciência pesada.
E quando o fui, tentei resolver de seguida.
Obrigado a todos aqueles que sempre me aturaram.
Não é fácil aturar-me (eu sei), mas tentei sempre com que não fosse difícil.
Um obrigado a todos vocês.
sexta-feira, 21 de junho de 2019
Agradecimento
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Uma palavra de bem, que só me tem feito mal
2 meses...
Já passaram 2 meses, desde do ponto final do meu sonho.
E o que aconteceu em 2 meses?
Nada...
Simplesmente o meu mundo parou.
O teu continuou sem mim, e isso dói muito, e custa-me.
Dizem que o tempo é a solução para tudo.
Menos para este sentimento que eu tenho por ti, que tarda em desaparecer.
Eu pensei que ao sair da tua vida, que irias de uma vez abrir os olhos.
Mas enganei-me, e infelizmente foi ao contrário.
Eu é que abri os olhos.
Os olhos àquela realidade que sempre foi crua, e que não estava nos olhos de quase ninguém (nem nos meus, como é óbvio).
A realidade é que tu decidiste-me iludir.
Iludir até mais não.
E eu não merecia.
Não merecia um desfecho tão duro e tão cruel.
Eras a minha prioridade em tudo, mesmo estando longe de ti.
Eras o centro das minhas atenções.
Eras o centro do meu mundo.
Mas infelizmente não viste isso.
Não viste o quanto me entreguei a ti.
O quanto eu gostava de ti.
E a química?
Foda-se, a química que eu tenho contigo, jamais irei ter com mais alguém.
E por incrível que pareça, e que as coisas tenham mudado entretanto, continuo a ter uma química incomparável contigo.
Mesmo das poucas vezes que falo contigo.
É inevitável.
Seguiste a tua vida, arranjaste alguém.
Custa quando dizias que a tua vida não te permitia ter alguém.
Custa quando me atiravas tanta, e tanta areia para os olhos.
Custa quando queres seguir em frente, e não consegues.
Odeio sentir-me assim.
Eu amadureci tanto em tão pouco tempo, que não me conheço, nem me reconheço.
Se já estudar longe da tua terra natal te faz amadurecer, imaginem com o acréscimo de uma situação como estas...
Não tenho aquela felicidade na vida, que sempre me descreveu.
E dói ver que me levaram tudo isso.
Dói saber, que jamais irei ter alguém na minha vida, como tu.
Que o amor da minha vida passou por mim, e não ficou.
E nem sequer tive uma oportunidade de tentar fazer-te feliz, porque tu não me a deste.
E mais que tudo, eu vou sempre gostar de ti.
Mesmo sabendo que irei perder, com o tempo, parcialmente este sentimento.
Mas a vida foi muito dura comigo, e eu não merecia.
Eu não consigo livrar-me deste sentimento.
Deste sentimento misto de amor, dor e mágoa.
Não consigo seguir em frente.
Por mais que eu tente fazer novas amizades.
Por mais que eu tente desvalorizar tudo o que sinto, e não pensar nisto.
É inevitável não pensar em alguém que te marcou tanto, como tu a mim.
E tenho pena de não te ter marcado tanto, como tu a mim.
Eu deixei de acreditar no amor, definitivamente.
Eu só queria uma oportunidade que fosse para ser feliz.
Mas não me podes dar essa oportunidade, e sozinho, neste momento, não consigo.
A dor que eu tenho, manifesta-se na solidão.
Sobretudo quando estou no local onde vivo atualmente.
Não estou só, mas sinto-me só.
E essa solidão chama muito pela carência.
Já a mágoa...
A mágoa aparece, porque não tive oportunidade de te fazer feliz.
Mesmo depois de tanta coisa que eu passei.
De bons momentos, que ficarão para sempre eternizados na minha memória.
E só não foram mais, primeiro porque não consegui, e depois porque tu não deixaste.
Eu queria imenso estabilizar a minha vida.
Mas neste momento pergunto-me: para quê?
Para quê querer estabilizar, se a vida quer me enfiar num buraco?
Um beco sem saída?
Simplesmente não dá!
É que nem a fazer o que mais gosto, consigo ultrapassar tudo isto.
Nem fazendo mil e uma merdas, para sair, não saio.
Porquê que a vida tem de ser tão dura?
Porquê que temos que sofrer assim tanto?
Eu já nem sei o que fazer.
Quanto mais me tento afastar, mais me aproximo.
Quanto mais me tento esquecer, mais me lembro.
E não são fases.
São coisas que efetivamente te marcam.
Eu passei por tanto em ano e meio...
E acho que merecia um pouco mais de sorte.
E a sorte, por muito que eu tenha procurado, continua a não querer sorrir para mim.
Mas não é só neste assunto.
É tanto em termos profissionais, como pessoais.
É incrível a falta de sorte que eu tenho.
É que nem ao amor, nem ao jogo, e nem ao azar.
Eu não tenho mesmo sorte a nada.
E isso magoa-me.
Magoa-me por não ter nunca a estrelinha do meu lado.
Eu chego à conclusão, de não lutar, porque sei que vai sempre faltar alguma coisa para alcançar.
E por tantas vezes, só me tem faltado a sorte.
Que palavra de bem, que só me tem feito mal...