Ninguém é de ninguém, mesmo quando se ama alguém.
Porque se alguém for de alguém, não é amor, mas sim posse.
E posse leva a uma possessão, que não é saudável em termos sentimentais, canalizando todo o amor, para a tristeza.
Às vezes durante os dias, bate-me a melancolia, a dor da solidão, mesmo gostando de estar só, mas detestando sentir-me só.
Os phones que coloco nos ouvidos, tocam o que as ondas hertzianas me dão.
Até porque 90% das vezes que estou a ouvir música, faço-o através da rádio.
Quando me sinto neste estado de tristeza, muitas vezes as ondas hertzianas não ajudam, e tentam mudar à força, o meu estado de espírito, para umas vibes melhores.
Outras vezes, as ondas hertzianas dão uma boa ajuda, para cair nessa depressão, que não é saudável, mas que como em tudo na vida, é passageira.
Ultimamente os temas dos meus textos, têm andado um pouco à volta do mesmo.
Amor próprio, saudade, solidão, e fecho 90% dos meus textos, depositando toda a confiança no perfeito divino (Deus).
Mas às vezes, há situações que partem de nós.
Seja para o bem, ou para o mal.
As vibes e as energias que nos afundam na merda, são também uma forma de ver, que nem tudo está certo.
Que por muito que possamos pedir por estabilidade, e por muita força de vontade que possamos ter para adquiri-la, infelizmente, ainda não se vende estabilidade nos supermercados.
Ainda hoje a minha mãe perguntou-me o que queria para os anos.
E eu respondi: paz.
Como se houvesse paz à venda nos supermercados.
Mas afinal o que é a paz que eu procuro?
É a paz aliada à felicidade extrema, ao sentimento de realização pessoal e profissional a todos os níveis, como já senti outrora.
É a estabilidade definida de uma vida, e da concretização final de todos os nossos objetivos e sonhos.
Mas às vezes, parece que esses objetivos e sonhos são muito maiores que eu, e que por muito que salte, por muito que me coloque num trampolim aos pulos, não os consigo alcançar.
E não é por falta de vontade ou de qualidade pessoal e/ou profissional.
A realidade dos meus dias, não tem estado comigo nesse sentido.
Mas depois olho para tudo de uma maneira diferente.
A Universidade que me veio trazer alegria, e uns ramozinhos de esperança, de que ainda nem tudo terminou aos quase 23 anos de idade.
Confesso que já me esperava estável nesta altura do campeonato, mas infelizmente, não tenho conseguido chegar a isso.
Para já, a estabilidade centra-se na estabilidade psicológica e emocional.
Depois, vem o restante.
O importante é não queimar etapas.
Por muito duras que possam ser.
São provações, pelas quais temos que passar, para tornar-nos de ferro, mesmo que o corpo humano seja constituído por ossos, órgãos e carne.
Ninguém é de ninguém.
Nem eu sou de alguém.
Nem alguém é de mim.
Apenas de nós mesmos.
Porque quando fechamos os olhos, e deitamos a cabeça na almofada, sentimos que nós somos apenas de nós, e de mais ninguém.