domingo, 14 de fevereiro de 2021

São Valentim

São Valentim, São Valentim, São Valentim...
Existe um verdadeiro amor para mim?
É ao estilo do espelho meu que te questiono.
É no meio da saudade que eu resido.
Neste dia, em que toda a gente publicou fotos com os seus grandes amores, que eu senti a saudade de ter alguém.
E fui...
Fui às memórias das minhas redes sociais, ver quando eu tinha alguém que me valorizava a todos os níveis.
Pensava eu, que já tinha encontrado a minha Valentina.
E para mim, a minha Valentina eras tu.
E tinha orgulho de o dizer, orgulho de o demonstrar para toda a gente.
Eu amava-te mais que tudo!
Mas a vida mostrou-me que não eras tu.
E por muito, que por exemplo o meu senhorio diga que eu não me devo envolver contigo, nem na amizade, aquilo que eu mais quero, é ultrapassar e superar tudo isto, para ter uma amizade digna contigo.
É verdade que se eu ver alguém a tratar-te pior que aquilo que eu te tratava, a minha vontade vai ser sempre partir a tromba a esse alguém.
Mas se ver alguém a tratar-te melhor que aquilo que eu te tratava, aquilo que eu vou sentir, é paz.
E sentirei essa paz, por saber que tu estás com alguém que te ama.
E se eu me apaixonei por ti, e te amei, não posso censurar alguém que faça o mesmo.
Porque aí estaria a ser egoísta para contigo.
E se isso acontecer, sei que o meu sentimento doloroso e solitário não foi em vão.
Por aquilo que eu peço a Deus, e aos Santos Anjos e Arcanjos, é para que encontres alguém que te saiba valorizar.
Para que seja mais que aquilo que eu fui.
Porque se assim for, eu sofrerei apenas no início, mas aceitarei de seguida.
Porque sei que estarás com alguém que não te magoará, com alguém que te valorizará a todos os níveis.
Caga nas dores e em todos os sentimentos do passado que eu ainda tenho.
Demonstra que vais estar cá para sempre, como eu tenho intenção de estar cá sempre para ti, a toda a hora.
E se os destinos não nos voltar a juntar, lembra-te sempre da nossa química, que está acima de tudo.
São Valentim, São Valentim, São Valentim...
Será que um dia me expremirei em latim?

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Prisão

Não sei o que dá mais cabo de quem sente e ressente.
Se a dor, se a saudade, se a lembrança, se a vontade e a ansiedade de querer voltar...
Simplesmente não consigo responder.
Vivo na prisão sem nunca ter sido preso.
Quando aquilo que mais queria era ser livre, e livrar-me da prisão que me acorrenta.
Quem vive numa prisão vê o mundo aos quadradinhos.
E os quadradinhos da minha vida, estão no meu coração, porque os ferros não deixam o meu coração saltar por mais ninguém, a não ser por esse alguém que um dia decidiu seguir sem mim.
Mas vamos à dor.
A dor é o sentimento que me causa desconforto.
Claro que junto à dor vem a saudade, o tal sentimento totalmente português, que vem quando queremos voltar a um determinado passado, a um determinado momento especial que tenhamos vivido.
A lembrança, é a recordação desse momento mais exemplificado, e os momentos que mais nos ficaram na retina, mesmo que as fotografias não tenham captado esses mesmos momentos.
A vontade e a ansiedade, é a guerra interna entre o passado e o futuro.
É a guerra do querer voltar atrás no tempo, mas ao mesmo tempo, é a guerra de querer seguir em frente, e de uma vez por todas, desacorrentar de um sentimento que nos prende.
Mesmo sabendo que já não é tempo de sentimentos e ressentimentos.
Que esse tempo já passou, e já lá vai.
Mas ao mesmo tempo, é aquela velha lógica da batata.
Perguntar ao tempo quanto tempo o tempo tem?
E chego à conclusão de que não sei se o tempo de sentimentos e ressentimentos já passou.
Simplesmente porque na minha vida, o tempo avança sem avançar.
Os sentimentos e ressentimentos permanecem, mesmo que 8 meses tenham passado.
Com a única diferença que todos esses sentimentos e ressentimentos tenham acalmado e amenizado.
A prisão psicológica é o que mais me acorrenta, mas espero pelo dia em que a prisão nunca mais me prenda, por ter cometido o crime de ter amado de verdade.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Fossa das Marianas

São quase 8 meses...
Para sarar uma ferida que é tão profunda como a "Fossa das Marianas"...
E é tão inteligente fazer esta comparação do que me dói, com a dor que todos os cientistas têm, ao não conseguirem ir ao fundo dessas fossas...
E eu consegui, consegui profundar nesse mar...
Não fosse o mar que te rodeia, nessa ilha tão longínqua, tão perto e tão profunda...
Profundidade essa que só poucos lá chegam...
Como eu...
É esse mar que colore a minha vida de preto...
Antes fosse preto e branco como o meu clube, já que gosto tanto de desporto, e nomeadamente o futebol que me dá a profissão que tenho.
Percebi e sinto, todos os dias a dor de ter perdido o melhor que já tive.
Porque o melhor que tenho e terei, jamais chegará perto daquilo que tive...
Desse sonho que virou pesadelo um dia.
E é no pesadelo que me habituo a viver.
Porque o pesadelo hoje pode não ser um sonho, mas é sinceramente o melhor que terei.
Aceitar...
É aquilo que tento aprender todos os dias.
Desde que acordo, até que me deito.
Mas falta-me...
Falta-me a companhia, falta-me a paz, e falta-me o teu "vai ficar tudo bem, tem calma".
É a deprimir que a minha vida se passa.
A ouvir músicas deprimentes, e a ouvir músicas como o "Say Something", ao mesmo tempo que na minha cabeça oiço-te a cantar esta música, que tanto gostavas.
Tanto essa, como o "The Scientist" de uma das minhas bandas favoritas.
Cientistas esses que ainda não conseguiram explicar cientificamente como uma respetiva dor se vai embora.
E passam o que não conseguem descobrir nesse mundo, para a psicologia, que vai curando algumas pessoas, outras não.
E eu faço parto desse mundo que a psicologia não consegue curar.
Não espero nada.
Desisti de tudo, inclusive de mim mesmo.
Vivo para dizer que estou vivo.
Porque sou crente, e porque acredito que só Deus nos pode tirar a vida.
É por esse motivo, que me vou aguentando.
Esse, e a minha irmã.
Que é provavelmente a única pessoa que ainda me arranca um sorriso genuíno e sentido, mesmo à distância que eu estou dela.
E se a dor não terminar, vou continuar a lembrar essas fossas, que poucos entram, como eu entrei, e que têm o nome, da única pessoa que até hoje amei verdadeiramente, e que me levou à total profundidade como eu nunca estive até hoje.

Eu

Mais um dia.
Mais uma luta diária.
Contra aquilo que fomos, contra aquilo que nos tornamos.
Sem direção, sem foco, apenas e somente caminhando.
À espera que a cada passo que dê, que a dor e a saudade desapareça.
À espera que um dia, após tanto andar, que consiga reencontrar-me.
No caminho, ou comigo mesmo.
Ou simplesmente aprendendo a lidar com algo que já não sei se algum dia desaparecerá, como essa dor e essa saudade.
A solidão é um contraste tão grande...
Se por um lado é boa, porque ajuda a valorizar-nos e a amar-nos mais a nós mesmos, por outro lado acaba por ser um sentimento tão monótono e doloroso.
Sobretudo para quem faz esse caminho que frisei acima sozinho, quando outrora já chegou a caminhar de mão dada com alguém.
E é quando esse alguém deslarga a mão, no caos de uma grande metrópole como é a vida, que simplesmente nos perdemos.
A mim sempre me disseram que o tempo costuma a ser bom conselheiro.
Mas quando o tempo não é tempo suficiente, o que podemos nós fazer?
Acredito que tudo na vida tenha um sentido.
Mas creio que um dos maiores medos, é não conseguir realizar todos os sonhos que tenho.
Ou pelo menos os principais.
Não quero ser um fracassado da vida, mesmo sendo a cada dia que passa.
E é agarrado à cruz que vou pedindo e suplicando, para que o tempo seja tempo, para que a dor e a saudade passem, e se tornem nostalgia de uma vez.
Se nunca mais voltar a ser eu, ao menos posso dizer que um dia eu já fui eu.

A culpa

A vida que corre e não anda.
A vida que magoa mas não mata.
A vida que te destrói mas que te mantém vivo.
A vida que não é justa mas não é injusta.
A vida que não é vida quando preferes não estar vivo.
A vida que é sofrimento constante quando sentes que mereces e não mereces.
A vida que é dor quando uma garrafa não chega para matar o sofrimento.
A vida que é vida.
Não vale de nada procurarmos aquilo que já fomos, quando sabemos que jamais voltaremos a ser.
Tudo muda.
A dor a isso o obriga.
Antes preferir viver sem felicidade, que numa falsa felicidade.
Olhar para qualquer caminho, e ver que nenhum deles nos leva à felicidade.
Saber que estamos destinados a ficar assim, o resto das nossas vidas.
Nega-se amor, quando já se amou demasiado.
Nega-se felicidade, quando a tristeza não sai de nós.
Nega-se tudo, quando a tua presença é indiferente.
Reza-se, sempre que a vida nos deita abaixo.
Reza-se, na esperança de tudo mudar, mesmo sabendo que jamais irá mudar.
Reza-se, quando sabemos que o problema está em nós, e que nada pode ser alterado.
Pede-se, por paz nas nossas vidas.
Chora-se, por tudo aquilo que foi positivo e teve um fim.
Mata-se, se um sentimento doloroso não sair.
Não sei quais são as verdadeiras razões da vida.
Mas sei que nada daquilo que me invade é em vão, e que o culpado, ainda sou eu.

Número perfeito e conclusivo

É verdade.
Dou por mim a passar mais dias, mais semanas, mais meses, mais anos de vida.
2021...
Tenho extremo receio do que possa acontecer neste ano, mas direi que é quase impossível ser pior que o anterior.
E se é verdade que a dor ainda não passou, também é verdade que a mesma amenizou e acalmou.
No dia em que faz 7 meses, desde que aprendi a viver assim.
E pegando na simbologia deste número 7, que significa perfeição e conclusão, creio que me tornei uma pessoa mais perfeita, após a conclusão daquela que sempre pensei ser a minha maior base.
A perfeição, vem da pessoa mais madura que me tornei.
As intermináveis lágrimas que deitei nessa conclusão, purificaram-me no sentido de hoje ser uma pessoa mais perfeita e mais pura.
Hoje já não sou uma pessoa polémica.
Sou somente na dor.
Mas tirando essa mesma dor, hoje prefiro a paz que à razão.
A felicidade (que estou a conta gotas a tentar reconquistar) que à tristeza e melancolia.
O amor (que não tenho) que à dor.
E a saudade...
Simplesmente a saudade não desaparece.
E quando falo em saudade, gostava de poder falar em nostalgia, e não em saudade.
Porque se a saudade é um sentimento negativo em relação ao passado, a nostalgia é um sentimento positivo em relação a esse mesmo passado.
E neste momento, cansei-me de pensamentos e sentimentos negativos.
Quero-me encher de pessoas, de energias, e de vibes positivas.
No fundo, quero voltar a ser EU!
Quero voltar a ser aquele miúdo que contagiava a felicidade, até para a "pessoa mais triste do mundo".
E por isso, quero deixar de ser essa "pessoa mais triste do mundo".
Cansei-me de levar dias e dias, fechado no meu quarto a norte, com os meus senhorios a ouvirem-me durante semanas, a chorar a toda a hora.
Claro que esse tempo já lá vai.
Mas lembrar essa saudade?
Porque não focar-me naquilo que perdi, ao tentar esquecer a saudade?
Porque não focar nos verdadeiros planos de Deus, que são realmente incontornáveis?
Que o mundo oiça o meu choro cada vez que eu chorar, mas que o mundo sinta a minha felicidade, sempre que eu sorrir, sempre que eu rir, e sempre que eu amar.

Contraste

Domingo de tarde, o céu está limpo, e o sol brilha no meu Algarve.
Tudo o que é o contraste da minha vida.
Tudo cinzento sem sol, sem luz, tudo somente escuro.
A saudade do melhor de nós, leva-nos para patamares extremamente fundos e profundos.
Da melhor história.
Do melhor eu.
Do melhor tudo.
Quase meio ano passou, desde que toda a história teve um fim, mas na realidade a presença de quem se tornou ausente, toma o lugar da minha dor diária.
Para além de já ter passado quase meio ano de tudo, não há um único dia que eu não pense em ti.
Naquele que foi o amor verdadeiro (e cada vez tenho menos dúvidas disso).
Naquela pessoa que foi a única.
Naquela pessoa que é insubstituível para mim, mas facilmente substituível pela própria.
Naquela história que foi a mais linda de todas.
Hoje questiono-me, como praticamente todos os dias, onde é que eu falhei?
Onde é que eu não te valorizei?
O que é que eu fiz para que a tua única saída fosse o fim?
Onde é que está toda a felicidade que sempre me definiu?
Como é que eu irei continuar, mesmo que sem ti, com esperança que irei alcançar todos os sonhos pessoais que tenho?
E se eu pedisse outro mundo, percebia.
Mas tudo o que peço, são coisas simples.
E um amor não se devia pedir, mas sim tê-lo.
Porque sem amor, a vida não faz sentido.
Não tem cor.
E o cinzento da escuridão, continuará a tomar lugar.
Porque se este é o contraste de mim mesmo, preferia que tudo o que escrevi, fosse um dia o contraste do que eu sinto.

3 meses

3 meses...
Tudo passou tão depressa...
Claro que me estou a referir ao tempo.
Não ao sentimento que ainda tenho, porque esse está tão longe de passar...
Faço tantas questões sobre a vida...
Se por um lado aprendi a amar-me mais, por só me ter a mim mesmo e quase ninguém, por outro lado sinto saudade.
Saudade daquilo que tive, e jamais irei ter.
Se nós já tivemos o melhor de nós, e hoje somos nada, como é suposto nós conseguirmos andar?
Tristeza e saudade são os sentimentos que mais me invadem...
Desde que tudo terminou, que sinto todos os dias saudades e tristeza.
Uns dias mais que outros.
Mas todos os dias sinto.
Mas se sinto tristeza, questiono-me que se a vida não é para ser vivida com felicidade, então porquê que vivemos?
Porquê que fazemos do sofrimento uma rotina?
A resposta eu sei de cor.
Porque aquilo que nos marca efetivamente e que acaba, queremos sempre em excesso.
É como se fosse uma droga que acaba.
Ficamos a ressacar por tudo o que é lado.
A minha droga, foi aquilo que tive.
Se eu tive os melhores 9 meses da minha vida, sinto que neste momento vou ter os piores 9 meses da minha vida.
Porque mesmo para além de tudo ter acabado há 3 meses, tu permaneces bem viva dentro de mim.
Porque não há um único dia que não pense em ti.
Porque não há um único dia que eu não tenha saudade de tudo o que vivemos.
Dizem que paixões temos muitas, mas que amor só temos um.
E tu foste esse.
E é duro e cruel percebermos que o nosso único amor está tão longe e isolado de nós.
E mesmo sabendo que tu seguiste...
Seguiste o teu caminho sem mim, porque a minha vida parou, e não mais andou.
Quando tudo aquilo que eu precisava era andar.
Era que a vida me mostrasse que existe mais felicidade para além de ti.
Mas depois lembro-me de todo o nosso percurso.
Muito por culpa de estarmos a celebrar um ano que entramos em pré-namoro.
Aquela fase, que como diz o António Variações na "Canção de Engate", é o momento em que eu me dou, e que tu te dás.
Ambos demo-nos um ao outro nesse momento.
E tudo surgiu de forma tão, mas tão natural, que quando olhamos um para o outro, não era somente uma paixão, mas sim aquele amor puro, que jamais irei sentir por mais alguém.
Mas sabem o que me custa mais?
Os sonhos...
Tinha tantos e tantos sonhos contigo...
Acho que o mais forte, era aquele de estarmos só os 2, a darmos amor puro um ao outro.
Mas infelizmente quando não há contacto físico, a distância faz se sentir, e um dos lados desiste, simplesmente não há nada a fazer.
E pagamos caro por isso.
Questiono-me tantas e tantas vezes o que te levou a desistir de mim?
O que te levou a deixares de me amar?
Mas depois encontro as respostas nas entrelinhas.
A diferença de idade, o facto de quereres experimentar coisas novas, que eu não te queria dar na hora, para comprovar o teu real amor em relação a mim.
E falhaste nesse teste...
E eu perdi-me a mim, porque perdi o melhor que já alguma vez tive.
E levaste...
Levaste uma grande parte de mim.
Levaste a felicidade que me caraterizava.
Levaste-me a esperança de viver.
Levaste grande parte de mim, porque eu acreditei em ti, e entreguei-me totalmente a ti, quando tu não te entregaste nem metade.
Porque vi amor em ti, onde nunca tinha visto em ninguém.
E acredito que em certa altura tu também sentisses.
Mas tudo o que o tempo não cura, acaba morto.
E a certa altura o amor desapareceu, e apenas ficou o prazer à distância de ambos.
E foi precisamente essa distância que nos matou.
E que me vai matando.
Porque se dantes a distância física não me matava, agora a distância psicológica mata-me muito mais.
Porque sei que não te posso enviar mensagens, sob risco de me iludir.
Sob risco de poder voltar a acreditar em algo que jamais irei voltar a ter.
E quando curiosamente foste tudo para mim.
Eras a minha maior crença!
Eras a prova viva de que o amor ainda existia.
Mas ao mesmo tempo, demonstraste que o amor nos dias de hoje, simplesmente já não existe.
Se eu te dissesse as vezes que rezo...
Rezo todos os dias!!!
E muitas vezes!
Passo os meus dias a rezar!
E não peço o teu regresso!
Quiseste ir, vai com Deus!
Mas peço todos os dias, para que Deus me faça ultrapassar tudo aquilo que sinto.
Porque para além de não te amar como antes, ainda tenho muito amor por ti, guardado em mim, mesmo para além de já me teres magoado diversas vezes.
E como é que alguém que nos magoou tanto, pode mexer tanto connosco?
Porque foste o meu melhor!
Mas és efetivamente o meu pior, neste momento.
Quando o meu desejo, era abraçar-te, beijar-te, e mostrar-te que ainda tenho tanto sentimento por ti.
Mas sabes?
Eu sei que tenho que andar e seguir.
Se tenho feito um esforço enorme para andar?
Só Deus sabe...
Mas às vezes não sinto essa força divina, que eu tanto acredito, para ultrapassar esta fase extremamente difícil na minha vida.
E tudo mexe comigo.
Um gosto teu numa foto de uma amiga minha nas redes sociais, mexe imenso comigo.
Parece que a terra treme.
Tu ainda estás bem viva dentro de mim.
E infelizmente eu estou bem morto para ti.
Injusto?
Talvez, mas a vida é mesmo assim.
Há que saber aceitar.
E acredita que faço um esforço todos os dias para conseguir aceitar.
Mas enquanto o meu coração estar em ti, jamais aceitar vai me fazer aceitar.

Carta aberta ao amor

Já senti amor puro.
Já senti amor verdadeiro.
Já senti amor mútuo.
Acreditei que dessa vez seria de vez.
Mas questiono-me o porquê?
O porquê das pessoas que mais se esforçam por ti, serem brindadas com desgostos?
Não faz sentido lutarmos por ti, e não sermos sucedidos.
Não é justo!
Questiono-me então, porquê que tens a capacidade de trazer o melhor de nós, mas depois o pior?
Porquê que não és justo uma única vez com quem se esforça para ser feliz?
Porque sabes tão bem que és felicidade quando queres.
Porquê que és sofrimento?
Não devias ser um sentimento de realização pessoal?
Da felicidade extrema, por termos alguém que nos completa?
Porquê todas estas injustiças para quem se esforça?
Juro que queria entender, mas não consigo.
Falo com tanta gente, e todas as pessoas dizem-me isto.
Porquê que simplesmente não realizas os sonhos de quem é verdadeiro e genuíno, tal como à sua imagem?
Devias entender que o sofrimento, a mágoa, a tristeza e a desilusão, não são aquilo que as histórias mais bonitas sobre ti contam.
E é por termos uma imagem errada, que tudo isso acontece.
Porquê amor?
Porquê que não és justo com quem realmente te merece, mas sim com quem não quer saber de ti?
Há coisas que não fazem sentido.
E o amor na minha vida, percebi que também não o faz.

Namoros e amores

É incrível a rotina que a vida leva.
O facto de hoje termos tudo, e amanhã nada, e vice-versa.
Aprendi a ser uma pessoa diferente, com as várias desilusões que a vida nos dá.
Sobretudo se formos olhar a factos amorosos.
Não se percebe o porquê do amor nos fazer sofrer, de nos fazer chorar, de nos apetecer gritar com toda a raiva, até que a voz nos doa e nos falte.
O amor não deveria ser sofrimento, mas sim um sentimento de paz e de realização pessoal a todos os níveis.
A vida tem me ensinado de forma dura que nada é eterno.
Deveria ter essa capacidade de assimilação, mas não a tenho tido.
Ver as pessoas seguirem os seus caminhos, não pensando no bem que já tiveram, destrói-me totalmente.
Mas isso acontece porque colocamos a nossa felicidade nos outros, e não em nós mesmos.
E nós temos de nos saber valorizar também.
Já tive um namoro e alguns amores que não resultaram em nada.
Sinceramente sempre pensei que um término de um relacionamento não afetaria tanto a sanidade mental de uma pessoa que ama verdadeiramente, comparadamente a um amor falhado.
Isto porque num namoro falhado nós sabemos que demos tudo de melhor que nós tínhamos em prol do mesmo, e só isso já deveria nos colocar de consciência tranquila, ao contrário dos amores falhados, que muito do sofrimento que nos invade é o facto de tu não poderes e nem teres a possibilidade de mostrares a pessoa que és ao outro.
Mas num namoro falhado, sobretudo quando te apegas à pessoa, "vives" com a pessoa sempre presente na tua vida, tu acreditas com todas as tuas forças que a pessoa nunca te vai deixar.
E nunca digas nunca...
É a partir daí que começas a construir planos, que começas a criar sonhos, tudo a 2.
E é quando tu estás totalmente apegado, que algo que aconteça, vai acabar por te matar.
A pessoa que tu eras antes desse término de relacionamento desaparece.
A pessoa que vive após esse fim, não é a mesma.
É uma pessoa que muda, é uma pessoa que aprende com a dor, mas é uma pessoa muito mais magoada, cautelosa em relação ao futuro, e ainda mais insegura, já não bastasse o resto do passado que a pessoa já teve.
Acordar todos os dias, e já não teres aquele "bom dia", "dormiste bem", deitares-te todas as noites, e já não teres aquele "boa noite", "dorme bem".
Ficas desamparado, solitário e depressivo.
Tu jamais estás só, mas é nessa situação que te sentes como tal.
E quando nos sentimos só, é muito, mas muito doloroso...
Ninguém tem a noção do quanto custa.
Por muito que desabafes, a pessoa com quem desabafas não entende a dor, simplesmente porque ela não consegue sentir.
Por muita experiência de vida que a outra pessoa já tenha tido, e por muito que a outra pessoa já tenha sofrido.
É um desafio viver depois daquilo que consideras o melhor de ti.
Porque acreditas que o melhor já tiveste, e já não vais ter mais.
Resta-nos nós.
E é em nós mesmos que nos temos de focar.
Rodear-nos de pessoas que nos fazem bem, e descartar totalmente as que nos fazem mal.
A vida não traz livro de instruções, portanto o nosso melhor manual de instruções, é aprender com ela.