3 meses...
Tudo passou tão depressa...
Claro que me estou a referir ao tempo.
Não ao sentimento que ainda tenho, porque esse está tão longe de passar...
Faço tantas questões sobre a vida...
Se por um lado aprendi a amar-me mais, por só me ter a mim mesmo e quase ninguém, por outro lado sinto saudade.
Saudade daquilo que tive, e jamais irei ter.
Se nós já tivemos o melhor de nós, e hoje somos nada, como é suposto nós conseguirmos andar?
Tristeza e saudade são os sentimentos que mais me invadem...
Desde que tudo terminou, que sinto todos os dias saudades e tristeza.
Uns dias mais que outros.
Mas todos os dias sinto.
Mas se sinto tristeza, questiono-me que se a vida não é para ser vivida com felicidade, então porquê que vivemos?
Porquê que fazemos do sofrimento uma rotina?
A resposta eu sei de cor.
Porque aquilo que nos marca efetivamente e que acaba, queremos sempre em excesso.
É como se fosse uma droga que acaba.
Ficamos a ressacar por tudo o que é lado.
A minha droga, foi aquilo que tive.
Se eu tive os melhores 9 meses da minha vida, sinto que neste momento vou ter os piores 9 meses da minha vida.
Porque mesmo para além de tudo ter acabado há 3 meses, tu permaneces bem viva dentro de mim.
Porque não há um único dia que não pense em ti.
Porque não há um único dia que eu não tenha saudade de tudo o que vivemos.
Dizem que paixões temos muitas, mas que amor só temos um.
E tu foste esse.
E é duro e cruel percebermos que o nosso único amor está tão longe e isolado de nós.
E mesmo sabendo que tu seguiste...
Seguiste o teu caminho sem mim, porque a minha vida parou, e não mais andou.
Quando tudo aquilo que eu precisava era andar.
Era que a vida me mostrasse que existe mais felicidade para além de ti.
Mas depois lembro-me de todo o nosso percurso.
Muito por culpa de estarmos a celebrar um ano que entramos em pré-namoro.
Aquela fase, que como diz o António Variações na "Canção de Engate", é o momento em que eu me dou, e que tu te dás.
Ambos demo-nos um ao outro nesse momento.
E tudo surgiu de forma tão, mas tão natural, que quando olhamos um para o outro, não era somente uma paixão, mas sim aquele amor puro, que jamais irei sentir por mais alguém.
Mas sabem o que me custa mais?
Os sonhos...
Tinha tantos e tantos sonhos contigo...
Acho que o mais forte, era aquele de estarmos só os 2, a darmos amor puro um ao outro.
Mas infelizmente quando não há contacto físico, a distância faz se sentir, e um dos lados desiste, simplesmente não há nada a fazer.
E pagamos caro por isso.
Questiono-me tantas e tantas vezes o que te levou a desistir de mim?
O que te levou a deixares de me amar?
Mas depois encontro as respostas nas entrelinhas.
A diferença de idade, o facto de quereres experimentar coisas novas, que eu não te queria dar na hora, para comprovar o teu real amor em relação a mim.
E falhaste nesse teste...
E eu perdi-me a mim, porque perdi o melhor que já alguma vez tive.
E levaste...
Levaste uma grande parte de mim.
Levaste a felicidade que me caraterizava.
Levaste-me a esperança de viver.
Levaste grande parte de mim, porque eu acreditei em ti, e entreguei-me totalmente a ti, quando tu não te entregaste nem metade.
Porque vi amor em ti, onde nunca tinha visto em ninguém.
E acredito que em certa altura tu também sentisses.
Mas tudo o que o tempo não cura, acaba morto.
E a certa altura o amor desapareceu, e apenas ficou o prazer à distância de ambos.
E foi precisamente essa distância que nos matou.
E que me vai matando.
Porque se dantes a distância física não me matava, agora a distância psicológica mata-me muito mais.
Porque sei que não te posso enviar mensagens, sob risco de me iludir.
Sob risco de poder voltar a acreditar em algo que jamais irei voltar a ter.
E quando curiosamente foste tudo para mim.
Eras a minha maior crença!
Eras a prova viva de que o amor ainda existia.
Mas ao mesmo tempo, demonstraste que o amor nos dias de hoje, simplesmente já não existe.
Se eu te dissesse as vezes que rezo...
Rezo todos os dias!!!
E muitas vezes!
Passo os meus dias a rezar!
E não peço o teu regresso!
Quiseste ir, vai com Deus!
Mas peço todos os dias, para que Deus me faça ultrapassar tudo aquilo que sinto.
Porque para além de não te amar como antes, ainda tenho muito amor por ti, guardado em mim, mesmo para além de já me teres magoado diversas vezes.
E como é que alguém que nos magoou tanto, pode mexer tanto connosco?
Porque foste o meu melhor!
Mas és efetivamente o meu pior, neste momento.
Quando o meu desejo, era abraçar-te, beijar-te, e mostrar-te que ainda tenho tanto sentimento por ti.
Mas sabes?
Eu sei que tenho que andar e seguir.
Se tenho feito um esforço enorme para andar?
Só Deus sabe...
Mas às vezes não sinto essa força divina, que eu tanto acredito, para ultrapassar esta fase extremamente difícil na minha vida.
E tudo mexe comigo.
Um gosto teu numa foto de uma amiga minha nas redes sociais, mexe imenso comigo.
Parece que a terra treme.
Tu ainda estás bem viva dentro de mim.
E infelizmente eu estou bem morto para ti.
Injusto?
Talvez, mas a vida é mesmo assim.
Há que saber aceitar.
E acredita que faço um esforço todos os dias para conseguir aceitar.
Mas enquanto o meu coração estar em ti, jamais aceitar vai me fazer aceitar.
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