São quase 8 meses...
Para sarar uma ferida que é tão profunda como a "Fossa das Marianas"...
E é tão inteligente fazer esta comparação do que me dói, com a dor que todos os cientistas têm, ao não conseguirem ir ao fundo dessas fossas...
E eu consegui, consegui profundar nesse mar...
Não fosse o mar que te rodeia, nessa ilha tão longínqua, tão perto e tão profunda...
Profundidade essa que só poucos lá chegam...
Como eu...
É esse mar que colore a minha vida de preto...
Antes fosse preto e branco como o meu clube, já que gosto tanto de desporto, e nomeadamente o futebol que me dá a profissão que tenho.
Percebi e sinto, todos os dias a dor de ter perdido o melhor que já tive.
Porque o melhor que tenho e terei, jamais chegará perto daquilo que tive...
Desse sonho que virou pesadelo um dia.
E é no pesadelo que me habituo a viver.
Porque o pesadelo hoje pode não ser um sonho, mas é sinceramente o melhor que terei.
Aceitar...
É aquilo que tento aprender todos os dias.
Desde que acordo, até que me deito.
Mas falta-me...
Falta-me a companhia, falta-me a paz, e falta-me o teu "vai ficar tudo bem, tem calma".
É a deprimir que a minha vida se passa.
A ouvir músicas deprimentes, e a ouvir músicas como o "Say Something", ao mesmo tempo que na minha cabeça oiço-te a cantar esta música, que tanto gostavas.
Tanto essa, como o "The Scientist" de uma das minhas bandas favoritas.
Cientistas esses que ainda não conseguiram explicar cientificamente como uma respetiva dor se vai embora.
E passam o que não conseguem descobrir nesse mundo, para a psicologia, que vai curando algumas pessoas, outras não.
E eu faço parto desse mundo que a psicologia não consegue curar.
Não espero nada.
Desisti de tudo, inclusive de mim mesmo.
Vivo para dizer que estou vivo.
Porque sou crente, e porque acredito que só Deus nos pode tirar a vida.
É por esse motivo, que me vou aguentando.
Esse, e a minha irmã.
Que é provavelmente a única pessoa que ainda me arranca um sorriso genuíno e sentido, mesmo à distância que eu estou dela.
E se a dor não terminar, vou continuar a lembrar essas fossas, que poucos entram, como eu entrei, e que têm o nome, da única pessoa que até hoje amei verdadeiramente, e que me levou à total profundidade como eu nunca estive até hoje.
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