Mais um dia.
Mais uma luta diária.
Contra aquilo que fomos, contra aquilo que nos tornamos.
Sem direção, sem foco, apenas e somente caminhando.
À espera que a cada passo que dê, que a dor e a saudade desapareça.
À espera que um dia, após tanto andar, que consiga reencontrar-me.
No caminho, ou comigo mesmo.
Ou simplesmente aprendendo a lidar com algo que já não sei se algum dia desaparecerá, como essa dor e essa saudade.
A solidão é um contraste tão grande...
Se por um lado é boa, porque ajuda a valorizar-nos e a amar-nos mais a nós mesmos, por outro lado acaba por ser um sentimento tão monótono e doloroso.
Sobretudo para quem faz esse caminho que frisei acima sozinho, quando outrora já chegou a caminhar de mão dada com alguém.
E é quando esse alguém deslarga a mão, no caos de uma grande metrópole como é a vida, que simplesmente nos perdemos.
A mim sempre me disseram que o tempo costuma a ser bom conselheiro.
Mas quando o tempo não é tempo suficiente, o que podemos nós fazer?
Acredito que tudo na vida tenha um sentido.
Mas creio que um dos maiores medos, é não conseguir realizar todos os sonhos que tenho.
Ou pelo menos os principais.
Não quero ser um fracassado da vida, mesmo sendo a cada dia que passa.
E é agarrado à cruz que vou pedindo e suplicando, para que o tempo seja tempo, para que a dor e a saudade passem, e se tornem nostalgia de uma vez.
Se nunca mais voltar a ser eu, ao menos posso dizer que um dia eu já fui eu.
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