Sinto tanta necessidade de cortar com o passado...
Este passado recente que me incomoda imenso, mas que eu só quero mostrar pela frente que não.
Custa-me saber que estive lá sempre para ti.
Custa-me saber que fiz mais do que devia por ti.
E que nunca fui valorizado como devia ter sido.
Mas existe tanta gente ingrata.
Tanta gente que dava tudo para ter alguém ao seu lado, que fizesse 50% ou mais daquilo que eu fiz por ti.
Mas tal como eu, acabaste por trocar-me.
Mas eu para te tentar ultrapassar, e tu para te vingares de mim.
Se tu não tinhas nenhum sentimento por mim, nem tinhas necessidade disso.
E fico mais triste ainda por enviares mensagens, quase que me a picar acerca disso.
É injusto!!!
Não houve nada que eu não fizesse para te conquistar.
Tu sempre gozaste com os meus sentimentos (e continuas a gozar).
Infelizmente acabei por abrir os olhos da pior maneira.
Acabei por ver uma pessoa em ti, que nunca tinha visto.
Será que é tudo vingança?
Eu já não digo nada...
Mas se é, porquê?
O que é que eu fiz de mal?
Tentar seguir em frente, depois de um sentimento não correspondido?
Eu gosto tanto de ti, e tu nem tens a mínima noção disso...
Mas acho que acabaste por matar todas as possibilidades que ainda podias ter, de eu querer alguma coisa contigo.
É verdade que amor com amor se paga.
Mas eu não estava preparado para isto.
Provavelmente já não te irei responder às mensagens a partir de agora...
Vamos ver...
Preciso de pensar muito.
Mas o gozo e a palhaçada acabou!!!
E provavelmente, acabaste por perder mais que um amigo, por seres uma ganda otária...
quarta-feira, 27 de março de 2019
Vingança?
terça-feira, 26 de março de 2019
Ou corres agora, ou vais perder para sempre
Sinto necessidade de escrever.
De me refogiar num vício que aprendi a ter.
Pelo menos quando as coisas não estão bem (ou estão mal).
Falar da vida.
Da m**** que efetivamente ela é.
Do quão injusto é o meu/nosso triste fado.
E sei que custa...
Quando olhamos para tudo sem alento nenhum.
Só queria de seguida poder fechar os olhos, e sentir-te.
Sentir a tua mão na minha.
Sentir o teu carinho.
Ser o teu centro de atenções (como tu foste o meu durante muito tempo).
Mas magoaste-me imenso.
Sofri muito por ti.
Chorei rios de lágrimas, que nunca pensei chorar.
Para depois chegar à conclusão de questionar-me porquê.
Tenho tantos porquês, mas sinceramente nem te questiono, porque tu vais acabar sempre por fugir às questões.
Mas porquê que uma pessoa que supostamente não gosta de alguém mais do que como amiga, manda mensagem todos os dias a essa pessoa?
Mesmo sabendo que a está a magoar?
Que não consegue (ou que não quer) corresponder a esse sentimento?
E pior que isso é essa pessoa ser despachada quase na hora, e passado umas 3/4 horas, mandar mensagem a chatear.
Se não gostas ou não sentes (como tu dizes), porquê que fazes isso?
Já te questionei, e a tua resposta é sempre algo deste género:
"Se queres deixar de falar, deixa."
Ou:
"Só te iludes, porque queres".
E por isso desliguei-me.
Desliguei-me de todos os teus atos.
Fizeste perder todo o interesse que tinha em ti.
Mas só o perdi, para não me magoar mais.
Para que não tenha a tentação de voltar a tentar.
Eu neste momento não corro mais por ti.
Corre tu, se quiseres.
E infelizmente vais correndo...
Infelizmente, porque tenho medo de voltar a sofrer.
Mesmo que eu ainda goste de ti.
Mesmo que eu ainda te ame.
Por muito que eu diga para fora que já não quero nada contigo, eu estou a fazer fisgas, e a pedir por dentro a todos os santinhos para que nós ainda dêmos algo mais do que amigos.
Mas sabes?
Eu sei que há sentimento da tua parte.
Mas tu continuas a negar.
Os teus atos refletem o sentimento que tu tens por mim.
Mesmo que seja um sentimento parcial, tu sentes algo mais por mim.
Mas se isto é tudo um joguinho que estás a fazer comigo, tu vais perder.
Não tenhas dúvidas disso!!!
E ao mesmo tempo dói me.
Porque sei que se tu perderes esse jogo, eu também vou perder.
Mas abdico do meu jogo, para sofrer agora e passar depois, e teres uma derrota que é mais que justa, por tudo o que eu fiz por ti.
Aliás, fiz muito mais do que devia por ti.
Mesmo que eu continue a comer gajas ao sábado para te esquecer.
Eu sei que por muito que tu mereças que eu cague para ti completamente, eu não consigo.
Não me serve nada estar bem aos fins de semana, e nos outros 5 dias da semana andar a ressacar por ti.
Não é fácil, e gostava de não me habituar a isso.
Eu recuso-me a correr mais por ti.
Mas se realmente sentes algo mais por mim, ou corres agora, ou vais perder para sempre!!!
terça-feira, 19 de março de 2019
Ingratidão? Falta de carácter? Ou falta de personalidade?
Ingratidão?
Falta de carácter?
Falta de personalidade?
Hoje fui confrontado com essas palavras, nas conversas que tive com alguns amigos.
Na realidade só pensava no mesmo...
Não acredito que seja as nossas causas de as coisas estarem como estão.
Mas a vida não tem sido nada justa comigo.
Acho que aos poucos estou a perder o sentimento por ti.
Mas ainda não consegui perceber se sou eu que estou a perder o sentimento por ti, ou se tu é que estás a matar este sentimento, com as tuas atitudes.
Não deixei de gostar de ti.
Gosto de ti na mesma.
Mas com o passar do tempo, com as constantes desilusões, ao estar a ser magoado constantemente por ti, aprendi-me a proteger.
E infelizmente, independentemente de falarmos todos os dias a quase toda a hora, sinto que aquilo que podia ter sido, já não vai ser.
Hoje diziam-me:
"Nelsinhe, estás muito abatido".
Não deixam de ter razão.
Sobretudo quando nós damos tudo de nós às pessoas, e as pessoas utilizam-nos como brinquedo.
Mas eu recuso-me a sofrer mais por ti.
Existe neste momento uma barreira psicológica, que evita ao máximo que eu me volte a magoar mais.
É como nós quando fazemos uma ferida.
Sai sangue, pode arder, mas depois o organismo vai fazer com que se crie uma barreira, que evite que saia mais sangue dessa ferida.
E eu estou um bocadinho assim.
Ao mesmo tempo apreensivo com o mundo, e com a vida.
Não demonstrar sentimentos, fez com que eu me protegesse mais, no que toca a isto tudo.
Mas ao mesmo tempo sinto uma grande mágoa, e um grande vazio.
Mas também uma pequena revolta.
Porque eu sempre tentei te levantar em todas as situações.
Fiz te ver que tu tens inúmeros talentos, tentei sempre empurrar-te para cima em todos os aspetos.
E tu?
O que fizeste por mim?
Infelizmente tentaste-me afundar.
Com as tuas atitudes.
Mas eu já não quero ser mais brinquedo.
Custa-me muito mais, porque infelizmente acabei por me apegar a ti.
Mas infelizmente sei que não há volta a dar, e mesmo que houvesse, recuso-me a lutar sozinho, com receio que o resultado seja o mesmo de sempre.
Mas já me convenci que o problema não sou eu.
Durante muito tempo pensei e achei.
Mas dizia-me a Dona Graça no outro dia:
"Nelsinhe, muitas vezes as coisas simplesmente não têm que ser".
E aquilo marcou-me muito naquela altura.
E hoje percebo porquê.
Não há nada que se possa fazer, quando as pessoas não querem.
E isso até respeito e engulo.
O problema é quando tudo se torna um enorme gozo.
Ninguém merece brincar com o sentimento de ninguém.
Para quê que uma pessoa que não quer nada, vem todos os dias mandar mensagens de "bons dias"?
Porquê que uma pessoa que não quer nada, ressalta na última mensagem de cada dia, que gosta muito da outra, mesmo não querendo nada com ela?
É para a magoar?
É para a fazer sofrer?
Isso comigo acabou!!!
Ou melhor, as ilusões acabaram.
Custa-me a aceitar, mas aceito, porque é a única forma de seguir em frente.
As pessoas não merecem nada daquilo que nós fazemos por elas.
Por muito que nós queiramos tentar dar o mundo, muitas vezes isso não é o suficiente.
Mas é muito triste quando nós damos tudo de nós, e mesmo assim não é suficiente.
Mas é a lei da vida, e não há nada a fazer...
Há apenas que aceitar.
Ingratidão?
Talvez.
Falta de carater?
Alguma.
Falta de personalidade?
Muita...
Texto escrito no dia 8 de Março
Auto-Proteção
Será que não demonstrarmos sentimentos é mesmo a melhor forma de nos protegermos?
Ou será que com isso só nos estamos a enganar a nós mesmos?
Quando somos magoados demasiadas vezes sem conta, há quem entre em depressões, há quem se desligue praticamente do mundo...
Quando estamos de coração partido, muitas vezes passamos por problemas de identidade, por pensamentos negativos a toda a hora. Aquela vontade de chegar a casa, trancar-nos no quarto, pôr os phones nos ouvidos, e o som da música deprimente nos transportar quase que para outra galáxia. Chorar a cada batida da música, a cada parte de letra com que nós nos identifiquemos, ou que nos toque mais. Tornamo-nos muito mais sensíveis a tudo.
Faz tudo parte daquilo que ninguém quer passar, mas que infelizmente acontece com muitas pessoas.
E a partir de certa altura, depois nos terem magoado, chega a parte da auto-proteção.
Basicamente é algo psicológico e sentimental, que faz com que evite que nós nos magoemos, e que nós sejamos novamente feridos.
Existem quase 1001 maneiras de nos protegermos, mas cada pessoa é diferente.
Há quem prefira não contactar mais com quem lhe faça sofrer, mas há efetivamente aqueles que é uma tortura abster-se disso, sobretudo quando há sentimento. Não interessa se a pessoa descarrega todo o sentimento ou demonstração do mesmo no lixo ou na sanita, quando há sentimento, é difícil desligar. A maioria das pessoas acaba mesmo por conseguir desligar, mas outras não têm essa capacidade.
E para essas, a solução pode mesmo passar pelo o facto de não demonstrar sentimentos.
A minha questão acaba por ser se nós ao fazermos isso, não estaremos a enganar-nos a nós mesmos.
Mas se as pessoas que nos fazem sofrer sabem do sentimento que existe de uma das partes, se a pessoa que sente sabe efetivamente o sentimento que tem, eu creio que não há qualquer tipo de engano, independentemente dos problemas de identidade que essa pessoa possa ter.
A auto-proteção nestes casos é o mais importante.
Encarar as coisas como elas são. A verdade! Por mais dura que seja, e por mais que doa. Havemos sempre de encarar a realidade, e não a ilusão.
E por muito que não haja esperança no dia a seguir, temos que ter a capacidade de olhar, e vermos que temos um amanhã, em que o sol vai continuar a nascer no início do dia, e a pôr se no final do dia.