Será que não demonstrarmos sentimentos é mesmo a melhor forma de nos protegermos?
Ou será que com isso só nos estamos a enganar a nós mesmos?
Quando somos magoados demasiadas vezes sem conta, há quem entre em depressões, há quem se desligue praticamente do mundo...
Quando estamos de coração partido, muitas vezes passamos por problemas de identidade, por pensamentos negativos a toda a hora. Aquela vontade de chegar a casa, trancar-nos no quarto, pôr os phones nos ouvidos, e o som da música deprimente nos transportar quase que para outra galáxia. Chorar a cada batida da música, a cada parte de letra com que nós nos identifiquemos, ou que nos toque mais. Tornamo-nos muito mais sensíveis a tudo.
Faz tudo parte daquilo que ninguém quer passar, mas que infelizmente acontece com muitas pessoas.
E a partir de certa altura, depois nos terem magoado, chega a parte da auto-proteção.
Basicamente é algo psicológico e sentimental, que faz com que evite que nós nos magoemos, e que nós sejamos novamente feridos.
Existem quase 1001 maneiras de nos protegermos, mas cada pessoa é diferente.
Há quem prefira não contactar mais com quem lhe faça sofrer, mas há efetivamente aqueles que é uma tortura abster-se disso, sobretudo quando há sentimento. Não interessa se a pessoa descarrega todo o sentimento ou demonstração do mesmo no lixo ou na sanita, quando há sentimento, é difícil desligar. A maioria das pessoas acaba mesmo por conseguir desligar, mas outras não têm essa capacidade.
E para essas, a solução pode mesmo passar pelo o facto de não demonstrar sentimentos.
A minha questão acaba por ser se nós ao fazermos isso, não estaremos a enganar-nos a nós mesmos.
Mas se as pessoas que nos fazem sofrer sabem do sentimento que existe de uma das partes, se a pessoa que sente sabe efetivamente o sentimento que tem, eu creio que não há qualquer tipo de engano, independentemente dos problemas de identidade que essa pessoa possa ter.
A auto-proteção nestes casos é o mais importante.
Encarar as coisas como elas são. A verdade! Por mais dura que seja, e por mais que doa. Havemos sempre de encarar a realidade, e não a ilusão.
E por muito que não haja esperança no dia a seguir, temos que ter a capacidade de olhar, e vermos que temos um amanhã, em que o sol vai continuar a nascer no início do dia, e a pôr se no final do dia.
terça-feira, 19 de março de 2019
Auto-Proteção
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