sábado, 13 de março de 2021

Opostos que não se atraem

Vou continuando a refletir.
Vou continuando a remar contra a maré da vida.
Questionando-me sobre o verdadeiro sentido da mesma.
Enquanto nos phones vão tocando músicas de David Fonseca e Silence 4.
Se ontem fui o oposto do hoje, então não consigo atrair aquilo que fui.
Sobretudo quando já não há mais motivos para acreditar em nada.
Numa vida pessoal, em que vou vivendo nada daquilo que sonhei, nada daquilo que projetei.
E se dissesse que a minha vida profissional está tão igual...
Pergunto-me se vale a pena sonhar, quando sinto que os sonhos não saem dos contos de fada.
Quando sei que nada daquilo que possa fazer, vai me levar até lá.
Falta-me crença, falta-me fé, falta-me tudo!
É um cansaço enorme de lutar e lutar e lutar, e dos resultados serem sempre os mesmos.
Não vale a pena gastar energia, a tentar reconquistar o nada.
Sim, porque é o nada que me vai guiando, que me mostra aquilo que é a realidade, bem longe de todas as expetativas que tinha.
Resta-me encarar a realidade, e redefinir os objetivos de vida.
Viver das expetativas baixas, e aprender a viver com isso.
E é tão triste quando estive quase a conseguir o tudo.
E Sarah Westphal dizia que do quase não reza a história...
História essa que tive bem perto de ficar e de deixar a minha marca, e que sinto que por mais voltas que a vida possa dar, não é suficiente.
E é tão péssimo sentirmos que o nosso máximo, não é suficiente para nada.
Questionamo-nos constantemente quando é que o máximo vai ser o suficiente para atingir sonhos e felicidades.
E de quando essa estrela da sorte, vai olhar para mim, e voltar a guiar-me.
Mas essa estrela da sorte também se procura.
Ao mesmo tempo que o cansaço de procurar essa mesma estrela, sobrepõe-se a tudo e todos.
Se o oposto do otimismo é o pessimismo, o oposto de lutar, é desistir.
E o oposto de atrair será sempre o oposto de abandonar.
E é no abandono que fico e que prefiro residir.

Mulheres

Mulheres, mulheres, mulheres...
Neste dia internacional da mulher, decidi dedicar um texto às pessoas mais importantes de uma vida.
Há um humorista, que diz de forma humorística que Deus fez a mulher, depois de perceber a borrada que fez ao criar o homem.
E na minha opinião, é uma grande verdade.
Mas uma mulher, é 0 ou 100.
É tudo ou nada.
A mulher é quem dá estabilidade ou instabilidade a um homem.
É quem dá felicidade extrema ou tristeza extrema a um homem.
É quem cuida de uma casa, ou de qualquer relação afetiva dentro de uma casa.
E olhando para a minha realidade, não podia estar mais certo.
Olhando para uma das mulheres da minha vida, percebo isso.
A minha mãe quando se divorciou, deu uma instabilidade enorme ao meu pai, inclusive a nível emocional.
Por outro lado, como também eu fiquei emocionalmente fragilizado, deu me toda a estabilidade possível, inclusive colocando-me numa psicóloga na altura.
A mulher é o que quiser sem um homem, um homem não é nada sem uma mulher.
Foi o nascimento da minha irmã, que me veio trazer, toda a estabilidade que eu necessitava na altura.
E ainda dizem que as mulheres não são o nosso tudo?
São quando estão connosco.
Mas quando nos deixam, são o nosso nada.
A minha ex mostrou-me isso, com o pior sentimento que alguma vez tive em toda a minha vida.
Veio-me mostrar o quanto o homem precisa de uma mulher.
E não é por nada que se diz, que por detrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher.
Foram as mulheres que eu tive, e as que ainda tenho na minha vida, que despertaram o melhor que eu tenho.
O melhor de mim, com qualidades que eu nem sabia que tinha.
Mas despertaram de seguida o pior de mim, com outros tantos defeitos que eu nem sabia que tinha.
Se as mulheres dão a estabilidade que os homens necessitam, então peço a Deus para que me dê a estabilidade que eu tanto rezo.

quinta-feira, 4 de março de 2021

9 meses

9 meses...
Curiosamente 9 meses é a data, quase que limite para uma pessoa ter a maior felicidade de uma vida.
E olhando para os sonhos que tenho, gostava de um dia, quiçá daqui a uns anos, escrever um texto diferente.
Porque é precisamente a data limite de uma criança crescer no ventre de uma mulher, antes de vir para este mundo duro.
Mas é precisamente o mesmo tempo de uma dor que não se apagou, desde do dia em que a minha vida mudou.
De uma dor que não se perdeu, não se esqueceu, e que parece que se eternizou na minha memória.
E sobretudo, porque 9 meses, foi o tempo que lidei contigo, fielmente, desde do pré-namoro, até ao fim do meu relacionamento de sonho.
Tal como diz um dos meus cantores preferidos do momento, o Luís Represas:
"As memórias são como livros escondidos no pó.
As lembranças são os sorrisos que queremos rever, devagar".
Mesmo sabendo "que o mar dos olhos também sabe a sal".
Um cantor que gosto de ouvir.
Que me ajuda a refletir, porque as músicas dele têm sumo nesse sentido.
"Amei-te assim perdidamente, sendo alma e sangue, e vida em mim, e dizia-o cantando a toda a gente".
Depois das desilusões, construí muralhas, trocando os sentimentos pelo pacote das murtalhas.
Da vida que é um baralho, que só tu baralhas.
Mesmo sabendo que és o meu maior troféu na sala das medalhas.
E olhando para trás, tudo o que vou sentindo é o sabor das minhas falhas.
Enquanto pessoa, psicologicamente e sentimentalmente.
Atualmente vivo "sem pendura, porque a vida já me foi dura para insistir na companhia".
Queria sentir essa paz.
Essa paz interior.
Esse amor próprio a correr-me nas veias.
Essa autoestima a levantar-me a moral, cada dia que acordasse, até me deitar.
Acreditando que este é somente um momento menos positivo, mas que um dia se vai tornar numa fonte de positividade e otimismo.
Porque se hoje olho para os sonhos e para as dores, espero um dia conseguir olhar para o desejo e a felicidade de passar 9 meses, para sentir o verdadeiro amor de um pai.