Vou continuando a refletir.
Vou continuando a remar contra a maré da vida.
Questionando-me sobre o verdadeiro sentido da mesma.
Enquanto nos phones vão tocando músicas de David Fonseca e Silence 4.
Se ontem fui o oposto do hoje, então não consigo atrair aquilo que fui.
Sobretudo quando já não há mais motivos para acreditar em nada.
Numa vida pessoal, em que vou vivendo nada daquilo que sonhei, nada daquilo que projetei.
E se dissesse que a minha vida profissional está tão igual...
Pergunto-me se vale a pena sonhar, quando sinto que os sonhos não saem dos contos de fada.
Quando sei que nada daquilo que possa fazer, vai me levar até lá.
Falta-me crença, falta-me fé, falta-me tudo!
É um cansaço enorme de lutar e lutar e lutar, e dos resultados serem sempre os mesmos.
Não vale a pena gastar energia, a tentar reconquistar o nada.
Sim, porque é o nada que me vai guiando, que me mostra aquilo que é a realidade, bem longe de todas as expetativas que tinha.
Resta-me encarar a realidade, e redefinir os objetivos de vida.
Viver das expetativas baixas, e aprender a viver com isso.
E é tão triste quando estive quase a conseguir o tudo.
E Sarah Westphal dizia que do quase não reza a história...
História essa que tive bem perto de ficar e de deixar a minha marca, e que sinto que por mais voltas que a vida possa dar, não é suficiente.
E é tão péssimo sentirmos que o nosso máximo, não é suficiente para nada.
Questionamo-nos constantemente quando é que o máximo vai ser o suficiente para atingir sonhos e felicidades.
E de quando essa estrela da sorte, vai olhar para mim, e voltar a guiar-me.
Mas essa estrela da sorte também se procura.
Ao mesmo tempo que o cansaço de procurar essa mesma estrela, sobrepõe-se a tudo e todos.
Se o oposto do otimismo é o pessimismo, o oposto de lutar, é desistir.
E o oposto de atrair será sempre o oposto de abandonar.
E é no abandono que fico e que prefiro residir.
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