9 meses...
Curiosamente 9 meses é a data, quase que limite para uma pessoa ter a maior felicidade de uma vida.
E olhando para os sonhos que tenho, gostava de um dia, quiçá daqui a uns anos, escrever um texto diferente.
Porque é precisamente a data limite de uma criança crescer no ventre de uma mulher, antes de vir para este mundo duro.
Mas é precisamente o mesmo tempo de uma dor que não se apagou, desde do dia em que a minha vida mudou.
De uma dor que não se perdeu, não se esqueceu, e que parece que se eternizou na minha memória.
E sobretudo, porque 9 meses, foi o tempo que lidei contigo, fielmente, desde do pré-namoro, até ao fim do meu relacionamento de sonho.
Tal como diz um dos meus cantores preferidos do momento, o Luís Represas:
"As memórias são como livros escondidos no pó.
As lembranças são os sorrisos que queremos rever, devagar".
Mesmo sabendo "que o mar dos olhos também sabe a sal".
Um cantor que gosto de ouvir.
Que me ajuda a refletir, porque as músicas dele têm sumo nesse sentido.
"Amei-te assim perdidamente, sendo alma e sangue, e vida em mim, e dizia-o cantando a toda a gente".
Depois das desilusões, construí muralhas, trocando os sentimentos pelo pacote das murtalhas.
Da vida que é um baralho, que só tu baralhas.
Mesmo sabendo que és o meu maior troféu na sala das medalhas.
E olhando para trás, tudo o que vou sentindo é o sabor das minhas falhas.
Enquanto pessoa, psicologicamente e sentimentalmente.
Atualmente vivo "sem pendura, porque a vida já me foi dura para insistir na companhia".
Queria sentir essa paz.
Essa paz interior.
Esse amor próprio a correr-me nas veias.
Essa autoestima a levantar-me a moral, cada dia que acordasse, até me deitar.
Acreditando que este é somente um momento menos positivo, mas que um dia se vai tornar numa fonte de positividade e otimismo.
Porque se hoje olho para os sonhos e para as dores, espero um dia conseguir olhar para o desejo e a felicidade de passar 9 meses, para sentir o verdadeiro amor de um pai.
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