sábado, 30 de junho de 2018

Fim

Na vida sempre me disseram que tudo tem um início, e tudo tem um fim.
Por muito que nos possa doer, a realidade é que a vida é isto mesmo.
Custa-me que as coisas acabem desta maneira.
Mas não posso ficar a "ressacar" mais por ti.
A luta foi enorme!
Fiz de tudo o que estava ao meu alcance.
Mas na vida não podemos obrigar ninguém a ficar.
Se a pessoa quer ir, só temos que a deixar ir.
Não sei se merecia que as coisas acabassem desta maneira.
Sei que nem a remissão vou conseguir levar disto.
Sei que nem a amizade extraordinária que tinha contigo vai continuar.
A vida prega-nos com cada uma...
Custa-me olhar, e ver que foi por pouco.
Custa-me ver que tínhamos tudo para dar, e não deu.
Custa-me encarar isto tudo.
A maneira como tu reagias quando me vias, a maneira com que nos olhávamos, a maneira com que sorriamos um para o outro, a meiguice com que falavamos um com o outro...
Custa-me a aceitar que tudo acabou desta maneira.
Mas isto só comprova o tão envenenada que estás.
Passei a bola para ti em todos os momentos.
Tu recebeste de peito, mas foste individualista.
Tudo o que eu esperava era uma resposta, por muito difícil que me fosse aceitar alguma resposta.
Mas nem direito a isso tive.
Neste momento, tudo o que tive contigo é passado.
É f***** olhar para isto, e ver que nem a amizade que tinha contigo vou conseguir.
Mas a vida é isto mesmo, ensina-nos as lições, muitas vezes da pior maneira.
E nós só temos que levantar a cabeça, e seguir em frente.
A partir de agora, tudo vai ser diferente.
Se calhar nos próximos tempos quando for sair à noite, e te ver, vai me dar uma angústia enorme recordar os momentos extraordinários que tivemos, e que não vamos voltar a repetir porque estás envenenada.
Mas no fundo há que levantar a cabeça e seguir em frente.
Dizem que para as coisas impossíveis, há tempo.
O tempo nestas coisas não costuma jogar muito a nosso favor.
Mas no fundo é a única alternativa que tenho.
Tempo e distância.
É um fim de tudo.
Do quase que agora não é nada.
Do sentimento de "paixão" que ainda podia existir em mim.
E sobretudo da amizade bonita, que já não vai voltar a acontecer.
A vida continua, e eu vou levantar a cabeça, porque amanhã é outro dia!!!

Que Se F***

Quando escrevo este título, não me refiro ao sentimento de desistência de algo.
Este título é quase como aquele "boa m****" que os atores desejam uns aos outros, antes de entrar em cena.
Pensei e repensei muito se ia enviar uma mensagem a perguntar por aquilo que já fomos.
Acabei por enviar, e desliguei todas as maneiras de aceder à net, para tentar ganhar algo que sempre pensei ter na vida, coragem.
Mas pelos vistos coragem é o que me falta nestas questões em que o sentimento fala mais alto.
Levei a noite quase toda só a escrever essa mensagem para ti.
Enquanto não escrevi o grosso da mensagem, não consegui pregar olho.
Depois de escrever o desenvolvimento da mensagem, tentei dormir, mas acordava de 3 em 3 horas.
Não sei porquê, mas se calhar o medo da tua reação de quando fores ler essa mensagem.
Ainda durante a noite, nas vezes em que acordava, dava sempre um olho ao texto, e acrescentava sempre algo mais que não tinha me lembrado de dizer.
Podia ter enviado a mensagem de manhã, mas não tive coragem.
Levei tempo a pensar: Envio ou não envio?
No fundo há conversas que não são para se ter ao telefone.
Mas sinceramente nem sei qual é a melhor maneira de te abordar atualmente.
Da tal barreira que existe entre nós, que muito provavelmente eu creio que foi criada não por ti, mas por alguém que está ao teu lado, e que te está a envenenar.
Às vezes pergunto-me o porquê de me ter apegado tanto a ti.
Inicialmente por amor, mas depois à medida que te fui conhecendo melhor, apeguei-me à tua amizade, e com o tempo percebi que tínhamos uma amizade muito especial.
Depois passei a ter dois sentimentos bastante próximos, o de amizade, não como uma amizade qualquer, mas por algo bastante especial, e esse sentimento de paixão.
A verdade é que sempre pensei, que se não conseguisse ter te a meu lado, sempre pensei que ia continuar a ter essa amizade espetacular que só nós sentíamos, e isso já me servia de remissão.
Mas a realidade é que as coisas mudaram.
Acabei por ter que me afastar de ti, por 2 motivos:
O primeiro motivo para não sofrer mais por um sentimento, em que tu fizeste-me crer que era uma ilusão minha.
E o segundo motivo porque se eu não me afastasse, sabia que não conseguia eliminar este sentimento de "paixão", e logo era impensável continuar a ter essa amizade extraordinária que tinha contigo.
O problema, é que enquanto eu afastei-me de ti, houve alguma coisa que mudou.
Se calhar o tal veneno que já falei em outros textos.
Mas agora, depois de ter ganho coragem para te mandar essa mensagem, que muitos defenderam que devia fazê-la, outros não defendiam, mas sinceramente também não tinha muitas alternativas, agora depois dessa coragem, é voltar a ganhar mais coragem, para voltar a ler a tua resposta, ou não.
Não sei se me vais responder, sinceramente.
Se calhar vai aparecer lá a tua vista sem a resposta.
Se calhar até vais responder.
Se calhar vais me mandar para o c******.
Ou então vais ser compreensiva comigo, como foste há um mês.
Mas esta falta de coragem, junta-se ao medo de perder esta amizade fantástica que tinha contigo.
Dos momentos inesquecíveis que passei lado a lado.
Da tua humildade, e da boa miúda que és.
Seja o que Deus quiser, mas só espero ficar em paz comigo mesmo, depois disto tudo.

Tudo ou Nada

Estou num estado de dúvida que me incomoda seriamente. Muita confusão para uma pessoa só. Sinceramente não consigo perceber bem se já ultrapassei o sentimento de "paixão" que tinha por ti, ou não. Mas o que é facto é que neste momento nem sei muito bem o que fazer. Acho que a consciência diz para dar mais tempo e distância. Mas sei que atualmente tempo e distância, vai fazer com que eu me afaste ainda mais de ti, e perca qualquer tipo de amizade contigo. Eu não sei, mas como já escrevi num dos outros textos, tenho a sensação que estás a ser envenada. Se não estás, de certeza que estás chateada comigo, por algo que eu disse, escrevi ou fiz. Ainda há outra hipótese de poderes reagir assim, mas que acho que seria muito bom demais para mim, e sinceramente não acredito que seja verdade, que é o facto de poderes até sentir algo por mim, mas não saberes muito bem o quê, ou não estares preparada para algo mais sério, e então promoves essa distância ou barreira, de modo a não me quereres magoar mais com isto. Sinceramente não vejo mais nenhuma razão que possa levar ao porquê de reagires assim comigo, ignorando-me e fazendo de conta que eu não existo.
E sinceramente não sei se te mando uma mensagem a perguntar pela a amizade extraordinária que nós tínhamos. Se eu mandar essa mensagem, e tu continuares a ser envenenada por quem de direito, não vai servir de nada eu mandar-te essa mensagem a perguntar e a refletir sobre essa amizade extraordinária que tínhamos, e que não sei se um dia vamos voltar a ter.
Acho que é importante em termos pessoais eu perceber realmente se essa amizade vai voltar ou não.
Da minha parte gostava que voltasse.
Não sei porquê, mas conheço tanta gente de norte a sul de Portugal continental, conheço pessoas na Madeira e Açores, na Diáspora em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Brasil, França... Isto para dizer que quase todas as pessoas que conheci na minha vida, tu foste das que mais curti de conhecer. E não foi pelo o simples facto de ter gostado de ti de outra maneira. É mesmo pelo o bom coração, e pela humildade que tens. E dá-me pena ver uma miúda que é tão boa de coração , ter algumas amigas que não valem a água que bebem, nem a merda que cagam (como se diz na região de onde eu sou oriundo).
Há quem diga que boas mentes não são influenciadas, mas a minha experiência de vida diz-me que isso não é assim.
Eu quando tinha cerca de 14/15 anos, prometi a mim mesmo que nunca iria fumar em toda a minha vida.
Não só sou fumador, como durante cerca de 2 anos consumi praticamente todos os tipos de drogas leves que existem.
Hoje, passado praticamente 1 ano de ter deixado essa "má vida" sinto-me orgulhoso, porque andava a caminhar para o abismo, mas sei que se provavelmente a minha saúde não tivesse acusado, e se não tivesse uma irmã bebé, que se não é a minha razão de viver principal, é uma das principais razões, se calhar nunca teria conseguido deixar.
E quem me conhece bem, tem pouco ou nada a apontar à minha maneira de ser e de estar na vida. Tenho os meus defeitos como é óbvio, todos os temos, mas quando tentamos agradar a gregos e a troianos, ficamos de consciência tranquila para o que possa vir daí.
Isto para dizer que não sei se vou fazer o que é politicamente o mais correto, mas sei que a situação não joga nada a meu favor.
Sei que no que toca à amizade é uma questão de tudo ou nada.
Eu não queria por nada perder esta amizade, mas tenho que me conformar que existem grandes possibilidades e probabilidades de isso acontecer.
Tenho meia dúzia de horas mais para pensar realmente no que vou fazer a isto.
Mas uma coisa eu peço:
Independentemente do que acontecer, que Deus esteja sempre comigo!!!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

"Do Quase Não Reza a História" - Adaptação do Texto de Sarah Westphal

É a primeira vez que vou fazer uma adaptação de um texto, que ultimamente tem me ajudado a refletir muito sobre a vida.
É muito difícil editar um texto quase perfeito como este, tentado transportá-lo para uma realidade pessoal.
No fundo, vou fazê-lo com sentimento.
Espero que gostem.


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase conquistou morreu na praia, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo e receio, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver acomodado.
Pergunto-me, às vezes, porquê que a vida nos ensina as coisas quase sempre da pior maneira; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, porque a vida é uma aprendizagem contínua, desde do nosso nascimento, até à nossa morte. No fundo estamos sempre a aprender. Por isso, às vezes sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai, a carência droga-nos. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao nosso alcance, mas só quem acredita, pode sonhar em alcançar um objetivo. Por isso é que por muito que quase possamos alcançar um objetivo, nunca podemos nos arrepender dessa luta, porque só lutando, é que podemos saber se valeu ou não a pena. Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores e amizades impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou magoado, de modo a economizar alma. Uma paixão cujo fim é instantâneo ou indolor não é paixão. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planeando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

O falso cheiro do Veneno

Às vezes quase que gostava de saber o que te vai na alma.
Gostava de poder ler os teus pensamentos, de conseguir reter os teus sentimentos, porque assim era tudo mais fácil.
Há pessoas que têm a capacidade e o dom de conseguirem ler os pensamentos se estiverem muito concentradas, mas eu que já tentei ler os teus, quando olho para ti, acabo por me perder nessa beleza que dá/dava comigo em doido.
Às vezes gostava de saber verdadeiramente o porquê desta distância, o porquê desta barreira que existe entre nós, e que parece que é tão dura de quebrar, como o muro de Berlim que existiu.
Mas às vezes olho, às vezes penso, e conhecendo-te minimamente bem, pergunto-me realmente se esta barreira que existe é simplesmente fruto da nossa distância, ou se há algo que me está a escapar.
Fico com ideia que algo me escapa.
Aliás, se eu não conhecesse bem as pessoas que ela tem a seu lado, até podia dizer que esta barreira que existe entre nós era simplesmente o resultado final do nosso afastamento.
Mas não é!
É triste quando conheces aquela pessoa que eu conheci, e que admirava em ti, e depois olhas para essa pessoa, e vês que a pessoa mudou radicalmente, quase que da noite para o dia.
Ninguém muda assim da noite para o dia.
O problema é que sinto o cheiro do falso veneno, com que te andam a envenenar diariamente.
E por muito boa miúda que possas ser, não és feita de ferro.
Eu sei que sim, eu também não sou de ferro.
Mas muitas vezes só gostava de saber o que me tens para apontar.
Eu nunca falhei contigo.
Sempre fiz o que estava ao meu alcance, para ver o teu lindo sorriso na tua cara.
Gostava de saber o que pensas, o que te dizem sobre mim, que leva ao ponto de não quereres saber mais de mim, nem como amigo.
Há quem diga que deveria falar contigo, mas sinceramente o que é que isso vai mudar?
Muitas vezes as pessoas levam tempo a abrir os olhos para a vida, e a perceberem que afinal as pessoas que têm a seu lado, vêm na frente cheias de boas intenções, mas por trás só esfaqueiam e apunhalam sempre que podem.
Se o tempo é o melhor conselheiro para questões de amores impossíveis, então para estas questões de falsas amizades também o é.
Se realmente as pessoas que supostamente estão te a envenenar, estiverem mesmo a fazê-lo, eu sei que essas pessoas vão cair com o tempo.
Eu podia até puxar a cadeira, mas essa não é a minha forma de estar na vida. Eu sempre aprendi que quando me dão uma chapada, que eu devo dar a outra face para me darem outra, se necessário.
Isto para dizer a essas artistas de palco de meia tigela, que não sou como elas.
Mesmo sabendo daquilo que me têm feito, tenho tido a mesma postura que sempre tive. Se merecem essa postura da minha parte? É óbvio que não. Mas tenho a minha forma de estar na vida, e não é a mandar alguém a baixo, por muito que possa merecer, que eu vou ficar bem comigo mesmo.
Sabes o que me preocupa?
É que se essas artistas forem ao fundo, elas não vão sozinhas, levam pessoas inocentes e de bom coração atrás, como tu.
Isso é apenas o que me preocupa mais.
E até estou a escrever isto, apenas com o sentimento de amigo.
Se eu não te conhecesse minimamente, podiam-me até jogar areia para os olhos, mas sei que um dia vais abrir os olhos à realidade, e vais perceber da maneira mais dura, que afinal quem está a teu lado, está contra ti.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Só o tempo me pode ajudar

Afinal ainda mexes comigo.
Não sei de que forma.
Mas a realidade é que mexes.
Custa muito chegar a casa, e não ter um snap teu, como dantes.
Mas também quando tinha, dava valor, mas não muito como agora que sinto essa ausência.
Se calhar no fundo até é esta carência enorme que tenho por ti, que parece que és pior que qualquer droga que eu possa consumir.
O que me dói mais neste momento, é ver que a amizade especial que tinha contigo perdeu-se, e não sei se um dia vou voltar a ter essa amizade, porque infelizmente tive que me afastar de ti, para não sofrer mais por uma ilusão que me cegava completamente.
A vida sempre me ensinou as coisas da pior maneira.
Desta vez ensinou-me que não nos devemos apegar a alguém quando amamos, e não temos certezas de nada.
Só quando realmente temos certezas, é que podemos apegar-nos.
O tempo é o melhor conselheiro, sem dúvida possível.
A distância também.
Mas estando eu numa situação muito complicada em termos psicológicos e sentimentais, acho que a distância não me serve de nada.
É apenas aceitar, e ajudar que o tempo jogue a meu favor, no que toca a ultrapassar o sentimento amoroso.
Mas também sinceramente sinto-me confuso.
E para finalizar é como digo:
Só o tempo me pode ajudar!

Morrer na Praia

É uma tristeza que me invade a alma.
O quase que foi...
Mas qual quase?
Eu sei que o sentimento de morrer na praia, é mil vezes pior que o sentimento de morrer à nascença.
Quando dás tudo numa luta que possas ter, fazes coisas que muitas vezes não esperas vir a fazer por ninguém, e quando as coisas tão muito bem encaminhadas, cai te o mundo.
Quantas vezes não olhei para nós e pensava:
"Quanto tempo vai demorar isto até dar?".
Pensava eu que era uma questão de tempo.
Mas a vida às vezes prega-nos rasteiras, que nós por muito que possamos estar preparados, não estamos efetivamente prontos para ver.
E eu, sendo uma pessoa impulsiva, e que só sabe agir de cabeça quente, acabei por estragar a mais linda das amizades que tinha.
Nem eu sei muito bem o que tínhamos.
Se era uma amizade especial, se tínhamos um fraquinho um pelo o outro (para além de eu sentir muito mais que isso), ou se era um bocado dos 2.
E hoje, passado quase 1 mês da conversa que tive contigo, em que te disse tudo o que sentia, sinto que aquilo que nós éramos, jamais seremos.
A forma como nos reagíamos quando nos víamos, a forma como olhávamos um para o outro, a forma como sorriamos um para o outro, a meiguice com que falávamos...
Olhar para trás e ver que isto tudo não volta por culpa própria, dói-me.
Na altura sinto que fui egoísta, mas também sei que agora não há nada a fazer.
Custe o que custar só tenho que aceitar.
Doa o que doer, arda o que tiver que arder na alma.
Passado um mês, claro que isto ainda custa.
Corri e lutei muito tempo atrás de ti, e fiz algo que é proibido quando não se tem nada no bolso, apeguei-me.
Apeguei-me de tal modo, que sempre que penso em ti, tenho 2 sentimentos completamente distintos:
O 1° sentimento é o querer ver te à força toda. As saudades dos momentos extraordinários que passei a teu lado. No fundo também existe a tal carência.
O 2° sentimento é o de não querer ver te por nada. Isso porque sei que só com distância é que posso livrar-me deste sentimento de angústia que tenho dentro de mim. Tempo e distância que custam muito mais que tudo.
Muitos amigos próximos de mim dizem:
"Eu avisei-te mano".
Eu sei que eles avisaram. Mas como é que nós na vida podíamos saber se algum sentimento valia ou não a pena, se nunca tentássemos?
Se calhar por aquilo que acabou por acontecer, não valeu a pena.
Mas pelos os momentos que estão lá atrás, e que ainda sonho que um dia possam voltar a acontecer, porque esta miúda no fundo tem bom coração, é muito humilde, e é muito especial, porque é uma miúda diferente, por tudo isto que aconteceu, por toda a amizade que tive com ela, independentemente do resultado final, é claro que valeu a pena.
Disto, surgiu várias aprendizagens que levo para a vida, não só em situações amorosas futuras, mas como em situações pessoais ou profissionais.
Passado 1 mês de tudo, e com a cabeça mais a frio, posso dizer que houve algumas coisas más, mas também houve coisas muito boas.
Posso não ter saído com a alegria da vitória, que era ficar com ela a meu lado, mas saio de consciência tranquila. Porque fiz tudo o que estava ao meu alcance para a conquistar. Porque sei que se não tinha de ser, é porque no futuro vem uma coisa melhor.
Agora só peço a Deus duas coisas:
A primeira coisa, é que me retire este sentimento de paixão que ainda sinto por ela.
E a segunda coisa, que é depois deste sentimento de paixão sair dentro de mim, que eu volte a ter a amizade que tinha com ela.
Se Deus me ajudar nestes 2 pedidos, ficarei de consciência tranquila para enfrentar a minha vida de cabeça erguida.