Às vezes quase que gostava de saber o que te vai na alma.
Gostava de poder ler os teus pensamentos, de conseguir reter os teus sentimentos, porque assim era tudo mais fácil.
Há pessoas que têm a capacidade e o dom de conseguirem ler os pensamentos se estiverem muito concentradas, mas eu que já tentei ler os teus, quando olho para ti, acabo por me perder nessa beleza que dá/dava comigo em doido.
Às vezes gostava de saber verdadeiramente o porquê desta distância, o porquê desta barreira que existe entre nós, e que parece que é tão dura de quebrar, como o muro de Berlim que existiu.
Mas às vezes olho, às vezes penso, e conhecendo-te minimamente bem, pergunto-me realmente se esta barreira que existe é simplesmente fruto da nossa distância, ou se há algo que me está a escapar.
Fico com ideia que algo me escapa.
Aliás, se eu não conhecesse bem as pessoas que ela tem a seu lado, até podia dizer que esta barreira que existe entre nós era simplesmente o resultado final do nosso afastamento.
Mas não é!
É triste quando conheces aquela pessoa que eu conheci, e que admirava em ti, e depois olhas para essa pessoa, e vês que a pessoa mudou radicalmente, quase que da noite para o dia.
Ninguém muda assim da noite para o dia.
O problema é que sinto o cheiro do falso veneno, com que te andam a envenenar diariamente.
E por muito boa miúda que possas ser, não és feita de ferro.
Eu sei que sim, eu também não sou de ferro.
Mas muitas vezes só gostava de saber o que me tens para apontar.
Eu nunca falhei contigo.
Sempre fiz o que estava ao meu alcance, para ver o teu lindo sorriso na tua cara.
Gostava de saber o que pensas, o que te dizem sobre mim, que leva ao ponto de não quereres saber mais de mim, nem como amigo.
Há quem diga que deveria falar contigo, mas sinceramente o que é que isso vai mudar?
Muitas vezes as pessoas levam tempo a abrir os olhos para a vida, e a perceberem que afinal as pessoas que têm a seu lado, vêm na frente cheias de boas intenções, mas por trás só esfaqueiam e apunhalam sempre que podem.
Se o tempo é o melhor conselheiro para questões de amores impossíveis, então para estas questões de falsas amizades também o é.
Se realmente as pessoas que supostamente estão te a envenenar, estiverem mesmo a fazê-lo, eu sei que essas pessoas vão cair com o tempo.
Eu podia até puxar a cadeira, mas essa não é a minha forma de estar na vida. Eu sempre aprendi que quando me dão uma chapada, que eu devo dar a outra face para me darem outra, se necessário.
Isto para dizer a essas artistas de palco de meia tigela, que não sou como elas.
Mesmo sabendo daquilo que me têm feito, tenho tido a mesma postura que sempre tive. Se merecem essa postura da minha parte? É óbvio que não. Mas tenho a minha forma de estar na vida, e não é a mandar alguém a baixo, por muito que possa merecer, que eu vou ficar bem comigo mesmo.
Sabes o que me preocupa?
É que se essas artistas forem ao fundo, elas não vão sozinhas, levam pessoas inocentes e de bom coração atrás, como tu.
Isso é apenas o que me preocupa mais.
E até estou a escrever isto, apenas com o sentimento de amigo.
Se eu não te conhecesse minimamente, podiam-me até jogar areia para os olhos, mas sei que um dia vais abrir os olhos à realidade, e vais perceber da maneira mais dura, que afinal quem está a teu lado, está contra ti.
sexta-feira, 29 de junho de 2018
O falso cheiro do Veneno
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