Mais um dia no purgatório.
Mais uma chamada a cair na caixa do correio.
A vida que faz sentido, sem fazer.
Digo isto, porque quando olhamos para o hoje, a vida não faz sentido.
Mas se olharmos para trás, e cruzarmos todos os pontinhos, a vida até que faz algum sentido.
E Deus que escreve direito por linhas tortas...
Uma chamada que é feita desde do purgatório.
E eu não sei muito bem onde estava o cantor "Conan Osiris", quando dizia que tentava ligar para o céu, e não conseguia.
Mas falo de uma chama que queima.
Por dentro e por fora.
Por dentro, através do sofrimento, por fora, através do fogo, que é a vida.
E eu sou tão quente, tão fogo, e tão sentimental...
No mundo gelado em que vivemos hoje, irrita-me profundamente ser tão quente e tão sentimental.
E o gelo, quando é frio demais, também queima...
Mas sei que são caraterísticas que trago comigo.
Que fazem parte de uma pessoa, e de uma personalidade que cada vez tem menos personalidade.
Um amor próprio que não é suficiente, quando sentes que falta algo na tua vida, que te complete.
E eu sei bem daquilo que necessito.
Mas o tempo não me traz o que tanto ambiciono.
E com isso, acabo por voltar a queimar no purgatório.
Nos medos, nos receios e nas dúvidas.
Na ansiedade, na impaciência e na dor.
Na infelicidade e na constante falta de paz.
Na ausência de um amigo.
Que nos oiça, que consiga sentir momentaneamente aquilo que estamos a sentir, e que nos consiga dar bons conselhos, em relação a este purgatório.
Uma chama num purgatório que não queima sempre com a mesma intensidade.
Intensidade essa que não falta, quando o mesmo purgatório nos chama.
Às vezes queima demais para aquilo que nós conseguimos aguentar.
As lágrimas e o choro que deitamos, quando o fogo nos queima, não são suficientes para apagar essa chama.
Outras vezes queima de fininho, sendo uma chama tão sonsa, que começa a arder sem darmos conta, e quando damos, nem que chamem os bombeiros para apagar, que não conseguimos.
E a confusão que se instala, ao tentar apagar o fogo do purgatório, é tão comparável à confusão que se vive neste mesmo purgatório.
Mas se pudesse escolher a única chama que queria, não era esta do purgatório, mas sim a chama da paz, da felicidade e do amor.
Para que o fogo deixe de arder, e que as pombas brancas me levem desde do purgatório, ao céu, onde só a paz, a felicidade e o amor reinam.
quinta-feira, 29 de julho de 2021
segunda-feira, 26 de julho de 2021
Ameno
"Dori me
Interimo adapare, dori me
Ameno, ameno"
Hoje vou pegar num dos cânticos gregorianos mais conhecidos.
Escrita pelo grupo francês "ERA", e num latim macarrónico, esta música exterioriza a "dor" e pede para que tudo se amenize (ameno).
Um latim macarrónico que me faz passar pela personagem "parvo" que Gil Vicente escreveu no "Auto da Barca do Inferno".
E na realidade, esta música acaba por descrever um pouco daquilo que vou sentindo.
É necessário amenizar.
Amenizar dos pensamentos que nos metem fora de controlo.
Amenizar da ansiedade que me incomoda.
Amenizar de todo e qualquer tipo de dor.
E se esta música pode ser expressa um pouco ou em nenhuma língua morta, a verdade é que a minha escrita é viva, sobretudo quando o latim com que se baseia o meu idioma, ajuda-me a expressar aquilo que vou observando, pensando e sentindo.
Um cântico gregoriano que apela à calma.
Que apela à paciência.
Caraterísticas que tanto necessito na minha vida, mas que infelizmente não tenho.
Para que consiga amenizar e finalmente libertar-me da dor que me incomoda.
Mas muitas vezes, apelar a essa calma, não chega.
Às vezes é necessário tempo.
Porque ele nem sempre é o nosso melhor amigo como nos dizem, mas ele ajuda-nos a responder a muitas questões sem resposta.
Não é que eu viva no meio de perguntas retóricas, mas muitas respostas só são compreendidas e recebidas, com esse mesmo tempo.
Para que o grupo "ERA" possa continuar a eternizar a frase "ameno dom dori me reo".
Interimo adapare, dori me
Ameno, ameno"
Hoje vou pegar num dos cânticos gregorianos mais conhecidos.
Escrita pelo grupo francês "ERA", e num latim macarrónico, esta música exterioriza a "dor" e pede para que tudo se amenize (ameno).
Um latim macarrónico que me faz passar pela personagem "parvo" que Gil Vicente escreveu no "Auto da Barca do Inferno".
E na realidade, esta música acaba por descrever um pouco daquilo que vou sentindo.
É necessário amenizar.
Amenizar dos pensamentos que nos metem fora de controlo.
Amenizar da ansiedade que me incomoda.
Amenizar de todo e qualquer tipo de dor.
E se esta música pode ser expressa um pouco ou em nenhuma língua morta, a verdade é que a minha escrita é viva, sobretudo quando o latim com que se baseia o meu idioma, ajuda-me a expressar aquilo que vou observando, pensando e sentindo.
Um cântico gregoriano que apela à calma.
Que apela à paciência.
Caraterísticas que tanto necessito na minha vida, mas que infelizmente não tenho.
Para que consiga amenizar e finalmente libertar-me da dor que me incomoda.
Mas muitas vezes, apelar a essa calma, não chega.
Às vezes é necessário tempo.
Porque ele nem sempre é o nosso melhor amigo como nos dizem, mas ele ajuda-nos a responder a muitas questões sem resposta.
Não é que eu viva no meio de perguntas retóricas, mas muitas respostas só são compreendidas e recebidas, com esse mesmo tempo.
Para que o grupo "ERA" possa continuar a eternizar a frase "ameno dom dori me reo".
domingo, 25 de julho de 2021
Amanhecer
Anoitecer, amanhecer, anoitecer, amanhecer...
Este é o ciclo dos dias da vida.
O meu senhorio, que é um velho sábio, costuma dizer que atrás do bom, vem o ruim, mas que atrás do ruim, vem o bom.
Poderia comparar a rotina da vida a um simples carrossel, a uma montanha russa, ou a uma roda gigante, parecida àquela perto do Big Ben em Londres.
Mas para já prefiro ir pelo caminho da escuridão.
E eu pressinto, que com o passar do tempo, a tendência, é para que tudo volte a amanhecer.
Com uns dias fantásticos, com um sol a sorrir igual ao meu sorriso, e muito calor, para cortar a respiração de tanta emoção boa e grande.
Na vida tudo é passageiro.
Tudo!
Um dia nascemos, sem darmos conta crescemos, amadurecemos, e quando olhamos, já estamos às portas da morte.
Isto passa depressa.
E se o nosso caminho por esta vida, já é algo que é passageiro (dura os anos que tiver de durar), tudo o que acontece dentro da mesma, também acaba por ser.
Vemos os mais velhos a partirem para outras dimensões, os mais novos vêem-nos a envelhecer, e chegamos mais uma vez à conclusão, de que tudo é passageiro.
O que acaba por nos marcar mais, e tudo o que levamos desta vida, são os momentos, e o caminho.
Os momentos bons, porque definem muito daquilo que nós somos, os momentos menos bons, porque nos fazem mudar, crescer e amadurecer, e o caminho, que no fundo é o que dá pica a este trajeto da vida.
Um dia destes reuni-me com um grande amigo meu, que curiosamente é diretor de uma rádio aqui no norte de Portugal.
E a certa altura, ele questionou-me:
"O que é que dá mais pica?
O primeiro beijo, ou a sedução?"
E eu fiquei a pensar naquilo, porque efetivamente nunca me tinha questionado sobre tal coisa.
E aí percebi, que o que faz o primeiro beijo ter todo o significado que tem, é todo o caminho da sedução.
É a luta.
O carinho.
O respeito.
Porque o primeiro beijo em si, só é marcante, porque existe vários acontecimentos para trás, que proporcionam aquele primeiro beijo ter significado.
E com essa lição que esse meu amigo me deu, aprendi que o caminho da vida é o que traz o maior significado às nossas conquistas.
E quando tudo está de noite, é aí que nos reconstruímos.
É à noite que as crianças se deitam na cama, e crescem.
E na vida, quando estamos na escuridão da noite, acabamos também por crescer, e por amadurecer.
Para que quando tudo volte a amanhecer, nós estejamos preparados para voltarmos a ser felizes.
Este é o ciclo dos dias da vida.
O meu senhorio, que é um velho sábio, costuma dizer que atrás do bom, vem o ruim, mas que atrás do ruim, vem o bom.
Poderia comparar a rotina da vida a um simples carrossel, a uma montanha russa, ou a uma roda gigante, parecida àquela perto do Big Ben em Londres.
Mas para já prefiro ir pelo caminho da escuridão.
E eu pressinto, que com o passar do tempo, a tendência, é para que tudo volte a amanhecer.
Com uns dias fantásticos, com um sol a sorrir igual ao meu sorriso, e muito calor, para cortar a respiração de tanta emoção boa e grande.
Na vida tudo é passageiro.
Tudo!
Um dia nascemos, sem darmos conta crescemos, amadurecemos, e quando olhamos, já estamos às portas da morte.
Isto passa depressa.
E se o nosso caminho por esta vida, já é algo que é passageiro (dura os anos que tiver de durar), tudo o que acontece dentro da mesma, também acaba por ser.
Vemos os mais velhos a partirem para outras dimensões, os mais novos vêem-nos a envelhecer, e chegamos mais uma vez à conclusão, de que tudo é passageiro.
O que acaba por nos marcar mais, e tudo o que levamos desta vida, são os momentos, e o caminho.
Os momentos bons, porque definem muito daquilo que nós somos, os momentos menos bons, porque nos fazem mudar, crescer e amadurecer, e o caminho, que no fundo é o que dá pica a este trajeto da vida.
Um dia destes reuni-me com um grande amigo meu, que curiosamente é diretor de uma rádio aqui no norte de Portugal.
E a certa altura, ele questionou-me:
"O que é que dá mais pica?
O primeiro beijo, ou a sedução?"
E eu fiquei a pensar naquilo, porque efetivamente nunca me tinha questionado sobre tal coisa.
E aí percebi, que o que faz o primeiro beijo ter todo o significado que tem, é todo o caminho da sedução.
É a luta.
O carinho.
O respeito.
Porque o primeiro beijo em si, só é marcante, porque existe vários acontecimentos para trás, que proporcionam aquele primeiro beijo ter significado.
E com essa lição que esse meu amigo me deu, aprendi que o caminho da vida é o que traz o maior significado às nossas conquistas.
E quando tudo está de noite, é aí que nos reconstruímos.
É à noite que as crianças se deitam na cama, e crescem.
E na vida, quando estamos na escuridão da noite, acabamos também por crescer, e por amadurecer.
Para que quando tudo volte a amanhecer, nós estejamos preparados para voltarmos a ser felizes.
sexta-feira, 23 de julho de 2021
Carta aberta à ansiedade
Uma carta.
Um texto.
A algo que me aparece, quando não deve.
Já me tentou matar.
E mesmo caminhando sempre a meu lado, é um falso amigo.
Questiono-me várias vezes quando é que a ansiedade desaparece da minha vida.
Mas infelizmente é uma questão que eu não consigo responder, por muito que queira.
Desde dos tempos em que as crises e os ataques de ansiedade me mandavam para o hospital, levar soro na veia, como se estivesse numa sala de chuto.
Mas tem me acompanhado sempre, infelizmente.
Então quando penso no futuro, lá vem este falso amigo para me incomodar.
Mesmo sabendo que se deve pensar sempre no presente, porque o futuro é algo que é incerto.
Mas alguém que tem 22 anos, é inevitável não pensar, é inevitável não projetar.
Planos não faço, porque planos não dão em nada.
Mas projetos, sim, tenho.
Ainda hoje este falso amigo apareceu, quando vi uma mulher quase a falecer no Metro.
Estou cansado deste falso amigo que carrego às costas.
Queria livrar-me dele, mas não consigo, e nem posso.
Irrita-me o defeito de ser ansioso.
Mas também sei que é algo que irá sempre fazer parte de mim.
Tal como muitas das pessoas que marcaram a minha vida, mas já não habitam nela.
Com tudo temos aprendizagens.
Até com a ansiedade aprendi.
Para além de ter aprendido a controlá-la melhor, aprendi que o sistema nervoso só acende o botão da ansiedade em casos extremos.
Em casos em que não dá sequer para raciocinar, quando olhamos a realidade que temos à nossa frente.
Mas que um dia esta ansiedade que me prende o peito, seja a mesma ansiedade de ter o que mais desejo na minha vida.
Um texto.
A algo que me aparece, quando não deve.
Já me tentou matar.
E mesmo caminhando sempre a meu lado, é um falso amigo.
Questiono-me várias vezes quando é que a ansiedade desaparece da minha vida.
Mas infelizmente é uma questão que eu não consigo responder, por muito que queira.
Desde dos tempos em que as crises e os ataques de ansiedade me mandavam para o hospital, levar soro na veia, como se estivesse numa sala de chuto.
Mas tem me acompanhado sempre, infelizmente.
Então quando penso no futuro, lá vem este falso amigo para me incomodar.
Mesmo sabendo que se deve pensar sempre no presente, porque o futuro é algo que é incerto.
Mas alguém que tem 22 anos, é inevitável não pensar, é inevitável não projetar.
Planos não faço, porque planos não dão em nada.
Mas projetos, sim, tenho.
Ainda hoje este falso amigo apareceu, quando vi uma mulher quase a falecer no Metro.
Estou cansado deste falso amigo que carrego às costas.
Queria livrar-me dele, mas não consigo, e nem posso.
Irrita-me o defeito de ser ansioso.
Mas também sei que é algo que irá sempre fazer parte de mim.
Tal como muitas das pessoas que marcaram a minha vida, mas já não habitam nela.
Com tudo temos aprendizagens.
Até com a ansiedade aprendi.
Para além de ter aprendido a controlá-la melhor, aprendi que o sistema nervoso só acende o botão da ansiedade em casos extremos.
Em casos em que não dá sequer para raciocinar, quando olhamos a realidade que temos à nossa frente.
Mas que um dia esta ansiedade que me prende o peito, seja a mesma ansiedade de ter o que mais desejo na minha vida.
quarta-feira, 21 de julho de 2021
Primeiro dia
"Hoje é o primeiro dia
Do resto da tua vida"
Sabendo o meu progenitor da existência destes textos, ele acabou por lançar-me quase que um repto.
Enviou-me duas músicas do Sérgio Godinho, para me inspirar a escrever novos textos.
Mas nem ele sonha como foi o primeiro dia.
O primeiro dia em que se deu aquilo que já defini como "incêndio" noutros textos.
Nem ele sabe que esta música do Sérgio Godinho, era das mais ouvidas da minha playlist, na altura do "incêndio" (mas agora vai saber).
Até criei algo que eu definia como "beber ou bebedeira à Sérgio Godinho".
Com garrafas enormes de bebidas alcoólicas, mandava garrafa abaixo sempre que o Sérgio Godinho nesta música dizia "bebe-se", "apaga-se" e "brindam-se".
Era desde que o Sérgio Godinho dizia uma dessas expressões, até ao final do refrão, sempre garrafa após garrafa abaixo.
Era um pouco como o efeito da música "Jamming" do Bob Marley (quem consome ou já consumiu estupefacientes leves, sabe ao que me refiro).
Mas voltando ao tema do texto, após todo este enquadramento, ainda me vou questionando quando é que foi o primeiro dia.
Ou se ainda nem sequer chegou o primeiro dia do resto da minha vida.
O medo de voltar a passar no futuro, por aquilo que passei no passado recente, remói-me.
E isso faz me ter medo de arriscar.
Faz me ter medo de atirar no escuro, quando antes nem precisava de luz para disparar para o que quer que fosse.
E hoje sinto a falta do primeiro dia.
Do primeiro dia da verdadeira felicidade.
Do estado puro em estado sentimental.
E faz me falta.
Faz me falta algo para me completar.
Porque sinto que me falta algo.
Amor próprio não tinha, já o tenho.
Querer seguir o meu caminho, já o sigo.
Confiança em Deus, já confio.
Mas depois sinto que me falta qualquer coisa, que me ajude a completar.
Não sei se é algum tipo de vazio, não sei.
Eu que costumo facilmente identificar o que normalmente sinto, não estou a consegui-lo desta vez.
E isso deixa-me apreensivo durante os dias.
Só me sinto bem e em paz, quando pego no terço, e começo a rezar.
Não é por nada que nestes últimos tempos, passo horas e horas de terço agarrado na mão a rezar.
A pedir.
A pedir para que Deus não se esqueça de mim.
A pedir para que ainda vá a tempo de realizar os meus sonhos principais, mesmo sabendo que estou e estamos perto do fim.
E aí, tento perceber o que realmente é o primeiro dia do resto da minha vida.
E espero conseguir identificar com menor dificuldade, quando é que o primeiro dia do resto da minha vida vai chegar, se é que já chegou, e se será realmente este o primeiro dia do resto da minha vida.
Do resto da tua vida"
Sabendo o meu progenitor da existência destes textos, ele acabou por lançar-me quase que um repto.
Enviou-me duas músicas do Sérgio Godinho, para me inspirar a escrever novos textos.
Mas nem ele sonha como foi o primeiro dia.
O primeiro dia em que se deu aquilo que já defini como "incêndio" noutros textos.
Nem ele sabe que esta música do Sérgio Godinho, era das mais ouvidas da minha playlist, na altura do "incêndio" (mas agora vai saber).
Até criei algo que eu definia como "beber ou bebedeira à Sérgio Godinho".
Com garrafas enormes de bebidas alcoólicas, mandava garrafa abaixo sempre que o Sérgio Godinho nesta música dizia "bebe-se", "apaga-se" e "brindam-se".
Era desde que o Sérgio Godinho dizia uma dessas expressões, até ao final do refrão, sempre garrafa após garrafa abaixo.
Era um pouco como o efeito da música "Jamming" do Bob Marley (quem consome ou já consumiu estupefacientes leves, sabe ao que me refiro).
Mas voltando ao tema do texto, após todo este enquadramento, ainda me vou questionando quando é que foi o primeiro dia.
Ou se ainda nem sequer chegou o primeiro dia do resto da minha vida.
O medo de voltar a passar no futuro, por aquilo que passei no passado recente, remói-me.
E isso faz me ter medo de arriscar.
Faz me ter medo de atirar no escuro, quando antes nem precisava de luz para disparar para o que quer que fosse.
E hoje sinto a falta do primeiro dia.
Do primeiro dia da verdadeira felicidade.
Do estado puro em estado sentimental.
E faz me falta.
Faz me falta algo para me completar.
Porque sinto que me falta algo.
Amor próprio não tinha, já o tenho.
Querer seguir o meu caminho, já o sigo.
Confiança em Deus, já confio.
Mas depois sinto que me falta qualquer coisa, que me ajude a completar.
Não sei se é algum tipo de vazio, não sei.
Eu que costumo facilmente identificar o que normalmente sinto, não estou a consegui-lo desta vez.
E isso deixa-me apreensivo durante os dias.
Só me sinto bem e em paz, quando pego no terço, e começo a rezar.
Não é por nada que nestes últimos tempos, passo horas e horas de terço agarrado na mão a rezar.
A pedir.
A pedir para que Deus não se esqueça de mim.
A pedir para que ainda vá a tempo de realizar os meus sonhos principais, mesmo sabendo que estou e estamos perto do fim.
E aí, tento perceber o que realmente é o primeiro dia do resto da minha vida.
E espero conseguir identificar com menor dificuldade, quando é que o primeiro dia do resto da minha vida vai chegar, se é que já chegou, e se será realmente este o primeiro dia do resto da minha vida.
segunda-feira, 19 de julho de 2021
Relato da felicidade
Todas as histórias começam e acabam com o "era uma vez".
Era uma vez uma felicidade, que cobria a alma de um jovem.
Por onde esse jovem passava, demonstrava e contagiava a sua felicidade.
E se dizem que não existe um caminho para a felicidade, porque a felicidade em si já é o caminho, então como fazer quando essa felicidade se perde?
Quando esse caminho se torna numa tempestade e numa escuridão enorme?
Simplesmente há factos inexplicáveis.
Mas é dada à ausência de felicidade que me vou questionando.
A meu ver, a felicidade é mais que qualquer outra essência que possa existir.
Mais que qualquer questão monetária, mais que qualquer pingo de saúde, porque a própria felicidade já nos dá saúde para dar e vender.
Quem não aceita ser feliz, desperdiça uma das essências mais belas que a vida tem.
Mas quando há uma ausência de felicidade durante muito tempo, é preciso parar, é preciso repensar, e é preciso reencontrar-nos connosco mesmos, enquanto pessoas.
Sobretudo quando deixamos de viver em função da felicidade, e passamos a viver em função da sobrevivência, ou das necessidades.
Nesta vida não devia valer tudo, mas nos dias de hoje, tudo vale.
Há questões intermináveis na minha cabeça.
Há gritos ensurdecedores na minha garganta.
Há sufoco preso no meu peito.
Há a ausência daquilo que antes me definia.
A falta de rumo de uma pessoa, traz nos à tona a falta de identidade, a ausência de motivos para se viver.
Porque ninguém merece sobreviver para viver.
Devemos sim viver para sobreviver.
Às vezes é somente a maneira como olhamos para determinadas situações.
Outras vezes é somente mais que isso.
É tempo, é aceitação, e é a esperança de que nem tudo depende de nós, e que simplesmente ninguém pode alterar um rumo, quando todos somos substituíveis.
Felicidade é sentirmos que somos e estamos realizados enquanto pessoas.
Que nada do que possa acontecer, te tira essa felicidade.
E por vezes, é melhor vivermos sem felicidade, do que vivermos numa falsa felicidade.
Talvez, um dia, sem muito procurarmos, essa felicidade apareça.
Ou sem muito esperarmos, essa mesma felicidade desapareça.
É assim o carrossel da vida.
Constantes voltas de 180° são dadas, há medida que o tempo vai passando.
E já percebemos que ele passa mais depressa quando os momentos são bons, e mais lento quando os momentos são menos positivos.
Às vezes não são só momentos, ou só fases.
Quando os momentos e as fases significam imenso para alguém, o tempo não é suficiente para apagar isso.
Há coisas que ficam para sempre no nosso coração.
Seja positivo ou negativo.
Se a felicidade estivesse presente em todos os corações, não escreveria este relato da felicidade.
Era uma vez uma felicidade, que cobria a alma de um jovem.
Por onde esse jovem passava, demonstrava e contagiava a sua felicidade.
E se dizem que não existe um caminho para a felicidade, porque a felicidade em si já é o caminho, então como fazer quando essa felicidade se perde?
Quando esse caminho se torna numa tempestade e numa escuridão enorme?
Simplesmente há factos inexplicáveis.
Mas é dada à ausência de felicidade que me vou questionando.
A meu ver, a felicidade é mais que qualquer outra essência que possa existir.
Mais que qualquer questão monetária, mais que qualquer pingo de saúde, porque a própria felicidade já nos dá saúde para dar e vender.
Quem não aceita ser feliz, desperdiça uma das essências mais belas que a vida tem.
Mas quando há uma ausência de felicidade durante muito tempo, é preciso parar, é preciso repensar, e é preciso reencontrar-nos connosco mesmos, enquanto pessoas.
Sobretudo quando deixamos de viver em função da felicidade, e passamos a viver em função da sobrevivência, ou das necessidades.
Nesta vida não devia valer tudo, mas nos dias de hoje, tudo vale.
Há questões intermináveis na minha cabeça.
Há gritos ensurdecedores na minha garganta.
Há sufoco preso no meu peito.
Há a ausência daquilo que antes me definia.
A falta de rumo de uma pessoa, traz nos à tona a falta de identidade, a ausência de motivos para se viver.
Porque ninguém merece sobreviver para viver.
Devemos sim viver para sobreviver.
Às vezes é somente a maneira como olhamos para determinadas situações.
Outras vezes é somente mais que isso.
É tempo, é aceitação, e é a esperança de que nem tudo depende de nós, e que simplesmente ninguém pode alterar um rumo, quando todos somos substituíveis.
Felicidade é sentirmos que somos e estamos realizados enquanto pessoas.
Que nada do que possa acontecer, te tira essa felicidade.
E por vezes, é melhor vivermos sem felicidade, do que vivermos numa falsa felicidade.
Talvez, um dia, sem muito procurarmos, essa felicidade apareça.
Ou sem muito esperarmos, essa mesma felicidade desapareça.
É assim o carrossel da vida.
Constantes voltas de 180° são dadas, há medida que o tempo vai passando.
E já percebemos que ele passa mais depressa quando os momentos são bons, e mais lento quando os momentos são menos positivos.
Às vezes não são só momentos, ou só fases.
Quando os momentos e as fases significam imenso para alguém, o tempo não é suficiente para apagar isso.
Há coisas que ficam para sempre no nosso coração.
Seja positivo ou negativo.
Se a felicidade estivesse presente em todos os corações, não escreveria este relato da felicidade.
Datas
Há datas que marcam uma pessoa.
Há lugares que permanecem eternos, mesmo que só tenhamos ido a esse lugar uma única vez nas nossas vidas.
Simplesmente há datas e momentos que ficam na história.
Na história de algo, ou de alguém.
E eu tenho umas 3 ou 4 datas (ou umas quantas mais) que me marcaram efetivamente todo o caminho, que nós costumamos definir como vida.
De Oliveira de Azeméis, passando por Nandufe, ou pelos belos lugares insulares do nosso país.
Sempre que me recordo desses momentos, vêm me à ideia 4 sentimentos: felicidade, alegria, saudade e nostalgia.
Confesso que não queria rimar com os sentimentos, mas são os sentimentos que dão a melhor poesia à vida de cada qual.
E os meus, claro que são inesquecíveis.
Porque nos fazem colocar dentro de um superjato, e viajar no tempo.
A esses sentimentos puros e verdadeiros que um dia senti.
Mas guardo alguma mágoa.
Porque muitas vezes nós na altura, não valorizamos tanto os momentos que estamos a sentir.
Apenas nos dignamos a viver os momentos, sentindo intensamente todos esses sentimentos que em cima falei.
E só valorizamos mais, quando olhamos para trás no tempo (mesmo sabendo que não o devemos fazer), e nos apercebemos que determinados momentos que vivemos, simplesmente foram únicos.
Mas se Deus quiser, virão mais momentos desses.
Mas há que ter fé.
Há que ter crença.
E há que acreditar que já vivemos muito em tão poucos anos, mas que ainda há mais para viver.
Que ainda há mais momentos desses que falei, que ainda nos irão marcar muito mais.
Sem nunca perder a esperança.
Sempre olhando em frente.
Porque se há datas que não nos saem da memória, momentos que não nos saem da retina, e sentimentos que não nos saem do coração, então quer dizer que ainda virá mais datas para nos marcar, e mais para viver.
Há lugares que permanecem eternos, mesmo que só tenhamos ido a esse lugar uma única vez nas nossas vidas.
Simplesmente há datas e momentos que ficam na história.
Na história de algo, ou de alguém.
E eu tenho umas 3 ou 4 datas (ou umas quantas mais) que me marcaram efetivamente todo o caminho, que nós costumamos definir como vida.
De Oliveira de Azeméis, passando por Nandufe, ou pelos belos lugares insulares do nosso país.
Sempre que me recordo desses momentos, vêm me à ideia 4 sentimentos: felicidade, alegria, saudade e nostalgia.
Confesso que não queria rimar com os sentimentos, mas são os sentimentos que dão a melhor poesia à vida de cada qual.
E os meus, claro que são inesquecíveis.
Porque nos fazem colocar dentro de um superjato, e viajar no tempo.
A esses sentimentos puros e verdadeiros que um dia senti.
Mas guardo alguma mágoa.
Porque muitas vezes nós na altura, não valorizamos tanto os momentos que estamos a sentir.
Apenas nos dignamos a viver os momentos, sentindo intensamente todos esses sentimentos que em cima falei.
E só valorizamos mais, quando olhamos para trás no tempo (mesmo sabendo que não o devemos fazer), e nos apercebemos que determinados momentos que vivemos, simplesmente foram únicos.
Mas se Deus quiser, virão mais momentos desses.
Mas há que ter fé.
Há que ter crença.
E há que acreditar que já vivemos muito em tão poucos anos, mas que ainda há mais para viver.
Que ainda há mais momentos desses que falei, que ainda nos irão marcar muito mais.
Sem nunca perder a esperança.
Sempre olhando em frente.
Porque se há datas que não nos saem da memória, momentos que não nos saem da retina, e sentimentos que não nos saem do coração, então quer dizer que ainda virá mais datas para nos marcar, e mais para viver.
quinta-feira, 15 de julho de 2021
Amor Próprio
Depois de mais de 1 ano do grande incêndio, na minha vida, os terrenos começam aos poucos a ficarem férteis.
Devagar, devagarinho, à medida que o tempo vai avançando.
Lembro-me naquela altura desse incêndio na minha vida, me ter destruído tudo aquilo que eu tinha plantado, ao longo do tempo.
Depois foram horas de sofrimento, de choro, a contar os estragos que tive.
Os terrenos estavam semeáveis, mas não havia dinheiro para voltar a plantar.
Não havia dinheiro, nem vontade.
Era necessário fazer uma grande limpeza ao que se tinha estragado com esse incêndio.
Daí me ter afastado de tanta e tanta gente, e ter ficado praticamente na solidão.
A solidão que não é saudável, mas que nos faz refletir bastante sobre tudo, e nos obriga a amar-nos mais a cada dia que passa.
Porque se estamos só, vamos amar quem?
É aí que começamos a ganhar amor próprio.
A solidão é um contraste enorme, já disse isso noutros textos.
Mas neste caso, ajudou-me a crescer, ajudou-me a amadurecer, e ajudou-me a saber valorizar mais.
Ah, mas estava a falar do incêndio.
Depois de contar os estragos, depois de limpar tudo, no meio de tanta dor de ver tudo aquilo que tinha plantado, estragado por esse fogo, tive que pedir "um empréstimo ao banco".
Esse empréstimo, foi sem dúvida a ida para o meu psicólogo, que me ajudou a dar bases para saber encarar todos os estragos, e ter coragem para voltar a semear, evitando o medo e o receio de voltar a passar um grande incêndio pelos meus terrenos.
A partir daí, e após esse "empréstimo", investi em sementes, e claro, comecei a semear novamente na minha vida.
Sempre com o grande carinho de sempre, com o melhor daquilo que tenho e tinha.
Os terrenos ficaram semeados, mas agora é necessário aguardar o seu tempo, para poder voltar a colher.
É assim a lei da vida.
E até votar a colher, é necessário paciência e sobretudo a tentativa de inibição da ansiedade (qualidades que infelizmente não tenho).
Mas sei e sinto que quando voltar a colher, por aquilo que semeei e plantei, que vai ser só boa plantação a ser colhida.
E aí questionamo-nos verdadeiramente se o melhor de mim já passou, ou se ainda não chegou sequer.
O problema na vida de muita gente, é que muitas vezes olhamos mais para o que aconteceu, e menos para o que fizemos.
E na maioria das vezes, aquilo que fizemos, é muito maior e melhor, que aquilo que aconteceu.
O trajeto nem sempre é reto, mas quem é lutador e audaz, acaba por ter sempre orgulho nesse mesmo trajeto, mesmo sabendo que não se deve olhar para trás.
E creio que a verdadeira chave do amor próprio é essa.
Aprendermos a valorizar o que fizemos, aquilo que na verdade nos dá orgulho, e desvalorizar, de certa forma, aquilo que aconteceu.
Eu sei que o que fica na história, é somente o resultado final.
Mas muitas vezes o caminho é lindo demais para ser esquecido, e acabamos por nos esquecer dele, porque o resultado final não foi tão positivo.
E é aí que ganhamos o amor próprio.
Um amor próprio que nos torna indestrutíveis.
Que nos torna maiores que os acontecimentos negativos que a vida nos traz.
E por isso, há sempre que ter esperança, e pegar no terço sempre, e rezar para que tudo mude.
E Deus, vai nos encaminhar para o caminho certo.
Basta ter fé e acreditar.
Porque quando começamos a ter amor próprio, não há nada, nem ninguém, que consiga derrubar, aquilo que são os verdadeiros planos de Deus.
Devagar, devagarinho, à medida que o tempo vai avançando.
Lembro-me naquela altura desse incêndio na minha vida, me ter destruído tudo aquilo que eu tinha plantado, ao longo do tempo.
Depois foram horas de sofrimento, de choro, a contar os estragos que tive.
Os terrenos estavam semeáveis, mas não havia dinheiro para voltar a plantar.
Não havia dinheiro, nem vontade.
Era necessário fazer uma grande limpeza ao que se tinha estragado com esse incêndio.
Daí me ter afastado de tanta e tanta gente, e ter ficado praticamente na solidão.
A solidão que não é saudável, mas que nos faz refletir bastante sobre tudo, e nos obriga a amar-nos mais a cada dia que passa.
Porque se estamos só, vamos amar quem?
É aí que começamos a ganhar amor próprio.
A solidão é um contraste enorme, já disse isso noutros textos.
Mas neste caso, ajudou-me a crescer, ajudou-me a amadurecer, e ajudou-me a saber valorizar mais.
Ah, mas estava a falar do incêndio.
Depois de contar os estragos, depois de limpar tudo, no meio de tanta dor de ver tudo aquilo que tinha plantado, estragado por esse fogo, tive que pedir "um empréstimo ao banco".
Esse empréstimo, foi sem dúvida a ida para o meu psicólogo, que me ajudou a dar bases para saber encarar todos os estragos, e ter coragem para voltar a semear, evitando o medo e o receio de voltar a passar um grande incêndio pelos meus terrenos.
A partir daí, e após esse "empréstimo", investi em sementes, e claro, comecei a semear novamente na minha vida.
Sempre com o grande carinho de sempre, com o melhor daquilo que tenho e tinha.
Os terrenos ficaram semeados, mas agora é necessário aguardar o seu tempo, para poder voltar a colher.
É assim a lei da vida.
E até votar a colher, é necessário paciência e sobretudo a tentativa de inibição da ansiedade (qualidades que infelizmente não tenho).
Mas sei e sinto que quando voltar a colher, por aquilo que semeei e plantei, que vai ser só boa plantação a ser colhida.
E aí questionamo-nos verdadeiramente se o melhor de mim já passou, ou se ainda não chegou sequer.
O problema na vida de muita gente, é que muitas vezes olhamos mais para o que aconteceu, e menos para o que fizemos.
E na maioria das vezes, aquilo que fizemos, é muito maior e melhor, que aquilo que aconteceu.
O trajeto nem sempre é reto, mas quem é lutador e audaz, acaba por ter sempre orgulho nesse mesmo trajeto, mesmo sabendo que não se deve olhar para trás.
E creio que a verdadeira chave do amor próprio é essa.
Aprendermos a valorizar o que fizemos, aquilo que na verdade nos dá orgulho, e desvalorizar, de certa forma, aquilo que aconteceu.
Eu sei que o que fica na história, é somente o resultado final.
Mas muitas vezes o caminho é lindo demais para ser esquecido, e acabamos por nos esquecer dele, porque o resultado final não foi tão positivo.
E é aí que ganhamos o amor próprio.
Um amor próprio que nos torna indestrutíveis.
Que nos torna maiores que os acontecimentos negativos que a vida nos traz.
E por isso, há sempre que ter esperança, e pegar no terço sempre, e rezar para que tudo mude.
E Deus, vai nos encaminhar para o caminho certo.
Basta ter fé e acreditar.
Porque quando começamos a ter amor próprio, não há nada, nem ninguém, que consiga derrubar, aquilo que são os verdadeiros planos de Deus.
segunda-feira, 12 de julho de 2021
Perfeito Vazio
"Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos
Vão me mostrando o caminho"
A música "Perfeito Vazio" da minha banda favorita (Xutos & Pontapés), define um pouco daquilo que é a minha rotina solitária.
Chegar a casa do trabalho, já bem de noite, colocar a chave na fechadura, destrancá-la, abrir a porta, entrar em casa, fechar a porta, voltar a trancar a fechadura, e ouvir um silêncio ensurdecedor.
Um silêncio vazio.
A cada passo que dou no chão de madeira de casa, oiço o vazio da casa, e o vazio de mim mesmo.
E não só oiço, como o sinto.
Subo as escadas em direção ao meu quarto, e a madeira não pára de ranger.
O frio do clima do norte, espalha-se por todo o meu corpo.
Um frio que não é provocado apenas pelo clima, mas também por esse vazio.
É esse o sentimento que me assola há muito tempo.
Esse sentimento cheio de vazio.
Como se expetativas não houvessem para querer e crer numa vida mais morna, e menos fria.
Mas depois recordo-me que a maré da vida já levou tudo o que sonhei.
Apenas vou vivendo por viver.
Nesta vida de remissão que não é má, mas é bem distante daquilo que sonhei.
Daquilo que sempre foram as minhas ambições pessoais.
Às vezes questiono-me se é por eu tentar ser boa pessoa.
Conheço tanta gente neste planeta, e são raras as boas pessoas e as pessoas humildes que conseguem ser bem sucedidas neste jogo da vida.
Se calhar deveria tirar uma licenciatura de mafioso, com algumas cadeiras de arrogância e manipulador, porque a ideia que me dá, é que a vida só congratula quem não merece, e quem só sabe jogar de baixo nível.
Um vazio que se espalha cada vez mais, no momento em que me deito na cama, para dormir.
Um vazio que se espalha cada vez mais, com o tempo que passa sem passar.
Porque se existisse perfeição para descrever o vazio que sinto, então creio que tudo o que sinto, é sem dúvida um perfeito vazio.
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos
Vão me mostrando o caminho"
A música "Perfeito Vazio" da minha banda favorita (Xutos & Pontapés), define um pouco daquilo que é a minha rotina solitária.
Chegar a casa do trabalho, já bem de noite, colocar a chave na fechadura, destrancá-la, abrir a porta, entrar em casa, fechar a porta, voltar a trancar a fechadura, e ouvir um silêncio ensurdecedor.
Um silêncio vazio.
A cada passo que dou no chão de madeira de casa, oiço o vazio da casa, e o vazio de mim mesmo.
E não só oiço, como o sinto.
Subo as escadas em direção ao meu quarto, e a madeira não pára de ranger.
O frio do clima do norte, espalha-se por todo o meu corpo.
Um frio que não é provocado apenas pelo clima, mas também por esse vazio.
É esse o sentimento que me assola há muito tempo.
Esse sentimento cheio de vazio.
Como se expetativas não houvessem para querer e crer numa vida mais morna, e menos fria.
Mas depois recordo-me que a maré da vida já levou tudo o que sonhei.
Apenas vou vivendo por viver.
Nesta vida de remissão que não é má, mas é bem distante daquilo que sonhei.
Daquilo que sempre foram as minhas ambições pessoais.
Às vezes questiono-me se é por eu tentar ser boa pessoa.
Conheço tanta gente neste planeta, e são raras as boas pessoas e as pessoas humildes que conseguem ser bem sucedidas neste jogo da vida.
Se calhar deveria tirar uma licenciatura de mafioso, com algumas cadeiras de arrogância e manipulador, porque a ideia que me dá, é que a vida só congratula quem não merece, e quem só sabe jogar de baixo nível.
Um vazio que se espalha cada vez mais, no momento em que me deito na cama, para dormir.
Um vazio que se espalha cada vez mais, com o tempo que passa sem passar.
Porque se existisse perfeição para descrever o vazio que sinto, então creio que tudo o que sinto, é sem dúvida um perfeito vazio.
sábado, 10 de julho de 2021
Sentido da Vida
"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir"
Começo este texto, com a letra do início, de um dos fados mais míticos da música portuguesa.
A música "Chuva" da Mariza, é uma música que ajuda a refletirmos.
A refletir sobre o verdadeiro sentido da vida.
Mas afinal qual é o verdadeiro sentido da vida?
Dizem que é em frente, mas acho que nem toda a gente tem certeza disso.
Porque quando se olha em frente, e simplesmente não se vê nada, o caminho não pode ser em direção ao nada.
Então aí, ou fazemos marcha atrás, ou fazemos inversão de marcha.
Mas voltar para trás é ir na direção correta?
Também não me parece que seja, porque sempre me disseram que para trás, mija a burra.
Então o melhor é virar à esquerda.
Mas se o caminho é para a direita?
Faço o pisca-pisca para a direita, ou para a esquerda?
Se calhar o melhor é encostar na faixa de rodagem, e ligar os 4 piscas, à espera que alguém me ajude.
Enquanto estou parado nesta auto-estrada da vida, questiono-me afinal para onde é o verdadeiro sentido da mesma.
Porque parece que nem sempre é em frente.
Se calhar o melhor que faço, é ligar o rádio, enquanto espero por ajuda, e rezo um terço do Rosário a ouvir a Renascença.
Se calhar pode ser que Deus me saiba dizer qual é o verdadeiro sentido da vida.
Levanto o volume do rádio, e a música que passa:
"Guiado pela mão com Jesus eu vou".
Se calhar já não estou tão perdido quanto pensava.
Então peço para que Jesus pegue no volante da minha vida, e que me leve para o verdadeiro sentido da mesma.
Porque ele sabe melhor do que eu, para onde eu devo ir, por onde devo permanecer, e por onde é o meu caminho.
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir"
Começo este texto, com a letra do início, de um dos fados mais míticos da música portuguesa.
A música "Chuva" da Mariza, é uma música que ajuda a refletirmos.
A refletir sobre o verdadeiro sentido da vida.
Mas afinal qual é o verdadeiro sentido da vida?
Dizem que é em frente, mas acho que nem toda a gente tem certeza disso.
Porque quando se olha em frente, e simplesmente não se vê nada, o caminho não pode ser em direção ao nada.
Então aí, ou fazemos marcha atrás, ou fazemos inversão de marcha.
Mas voltar para trás é ir na direção correta?
Também não me parece que seja, porque sempre me disseram que para trás, mija a burra.
Então o melhor é virar à esquerda.
Mas se o caminho é para a direita?
Faço o pisca-pisca para a direita, ou para a esquerda?
Se calhar o melhor é encostar na faixa de rodagem, e ligar os 4 piscas, à espera que alguém me ajude.
Enquanto estou parado nesta auto-estrada da vida, questiono-me afinal para onde é o verdadeiro sentido da mesma.
Porque parece que nem sempre é em frente.
Se calhar o melhor que faço, é ligar o rádio, enquanto espero por ajuda, e rezo um terço do Rosário a ouvir a Renascença.
Se calhar pode ser que Deus me saiba dizer qual é o verdadeiro sentido da vida.
Levanto o volume do rádio, e a música que passa:
"Guiado pela mão com Jesus eu vou".
Se calhar já não estou tão perdido quanto pensava.
Então peço para que Jesus pegue no volante da minha vida, e que me leve para o verdadeiro sentido da mesma.
Porque ele sabe melhor do que eu, para onde eu devo ir, por onde devo permanecer, e por onde é o meu caminho.
sexta-feira, 9 de julho de 2021
Geração
Como o próprio título indica, hoje irei escrever sobre a minha geração.
Podia dizer que simplesmente não me identificava com ela, e terminaria o texto.
Mas acontece tantas coisas, que me fazem uma profunda confusão.
Sobretudo a forma como a minha geração olha para assuntos tão íntimos.
Não consigo identificar-me com isto.
Parece que nos dias de hoje estamos num campeonato nacional, para saber quem "come" mais gajas/gajos (dependendo dos gostos de cada um).
E acho tão ridículo irem para a cama, com alguém que mal conhecem, apenas para satisfazer prazeres.
Se as pessoas pensam como eu, sou eu que tenho uma mente antiquada, sou eu que sou o conservador, etc...
Mas também tive uma educação conservadora em casa, e que me orgulho muito de a ter tido, fruto dos meus pais e dos meus avós.
Mas sinceramente, a minha geração hoje falta tanto ao respeito com os seus próprios corpos...
Faz me confusão.
Mas o que os outros deixam ou não de fazer, não é da minha conta.
Façam o que quiserem, desde que sejam felizes, e que estejam no mesmo mood com as pessoas com quem se relacionam.
O que mais me incomoda, é que as pessoas que se respeitam a si mesmo, são olhadas quase de lado, por não quererem alinhar em algo, que esta geração acha tão banal, como comer gajas/gajos como ninguém, e ainda se gabarem disso.
Quem não o faz, simplesmente é paneleiro.
Não!
Simplesmente há pessoas que não se identificam com essa maneira de estar na vida.
Felizmente há pessoas que têm respeito por si mesmas.
E confesso que desde que aprendi a amar de verdade, nunca mais me aproximei dessas vidas.
Não é que alguma vez tenha estado perto disso, mas atualmente é algo que condeno.
Depois do que já vivi, jamais voltaria a ter prazeres com qualquer pessoa, para esconder a falta de sentimento por ninguém.
E a minha ex ensinou-me que é preferível ter um sentimento de verdade, e viver um relacionamento, que viver constantemente em falsos prazeres.
Acho que esta geração lida muito mais facilmente com o sexo, porque simplesmente não querem ter nada duradouro.
Não são capazes de se ajustar às pessoas.
Não sabem o que é amar de verdade.
E por isso, acabam-se entregando a qualquer um/uma.
E fazem-no muitas vezes, para esconder a realidade da falta de amor próprio que têm por si mesmos, demonstrando a carência de ter alguém, nem que seja para uma só noite, mesmo não conhecendo a outra pessoa em questão de lado nenhum.
Muita coisa vai mal nesta geração (na minha opinião).
Mas às vezes parece que não faço parte desta geração, mas sim de outra, que tinha outros princípios, com base na família.
Podia dizer que simplesmente não me identificava com ela, e terminaria o texto.
Mas acontece tantas coisas, que me fazem uma profunda confusão.
Sobretudo a forma como a minha geração olha para assuntos tão íntimos.
Não consigo identificar-me com isto.
Parece que nos dias de hoje estamos num campeonato nacional, para saber quem "come" mais gajas/gajos (dependendo dos gostos de cada um).
E acho tão ridículo irem para a cama, com alguém que mal conhecem, apenas para satisfazer prazeres.
Se as pessoas pensam como eu, sou eu que tenho uma mente antiquada, sou eu que sou o conservador, etc...
Mas também tive uma educação conservadora em casa, e que me orgulho muito de a ter tido, fruto dos meus pais e dos meus avós.
Mas sinceramente, a minha geração hoje falta tanto ao respeito com os seus próprios corpos...
Faz me confusão.
Mas o que os outros deixam ou não de fazer, não é da minha conta.
Façam o que quiserem, desde que sejam felizes, e que estejam no mesmo mood com as pessoas com quem se relacionam.
O que mais me incomoda, é que as pessoas que se respeitam a si mesmo, são olhadas quase de lado, por não quererem alinhar em algo, que esta geração acha tão banal, como comer gajas/gajos como ninguém, e ainda se gabarem disso.
Quem não o faz, simplesmente é paneleiro.
Não!
Simplesmente há pessoas que não se identificam com essa maneira de estar na vida.
Felizmente há pessoas que têm respeito por si mesmas.
E confesso que desde que aprendi a amar de verdade, nunca mais me aproximei dessas vidas.
Não é que alguma vez tenha estado perto disso, mas atualmente é algo que condeno.
Depois do que já vivi, jamais voltaria a ter prazeres com qualquer pessoa, para esconder a falta de sentimento por ninguém.
E a minha ex ensinou-me que é preferível ter um sentimento de verdade, e viver um relacionamento, que viver constantemente em falsos prazeres.
Acho que esta geração lida muito mais facilmente com o sexo, porque simplesmente não querem ter nada duradouro.
Não são capazes de se ajustar às pessoas.
Não sabem o que é amar de verdade.
E por isso, acabam-se entregando a qualquer um/uma.
E fazem-no muitas vezes, para esconder a realidade da falta de amor próprio que têm por si mesmos, demonstrando a carência de ter alguém, nem que seja para uma só noite, mesmo não conhecendo a outra pessoa em questão de lado nenhum.
Muita coisa vai mal nesta geração (na minha opinião).
Mas às vezes parece que não faço parte desta geração, mas sim de outra, que tinha outros princípios, com base na família.
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