Uma carta.
Um texto.
A algo que me aparece, quando não deve.
Já me tentou matar.
E mesmo caminhando sempre a meu lado, é um falso amigo.
Questiono-me várias vezes quando é que a ansiedade desaparece da minha vida.
Mas infelizmente é uma questão que eu não consigo responder, por muito que queira.
Desde dos tempos em que as crises e os ataques de ansiedade me mandavam para o hospital, levar soro na veia, como se estivesse numa sala de chuto.
Mas tem me acompanhado sempre, infelizmente.
Então quando penso no futuro, lá vem este falso amigo para me incomodar.
Mesmo sabendo que se deve pensar sempre no presente, porque o futuro é algo que é incerto.
Mas alguém que tem 22 anos, é inevitável não pensar, é inevitável não projetar.
Planos não faço, porque planos não dão em nada.
Mas projetos, sim, tenho.
Ainda hoje este falso amigo apareceu, quando vi uma mulher quase a falecer no Metro.
Estou cansado deste falso amigo que carrego às costas.
Queria livrar-me dele, mas não consigo, e nem posso.
Irrita-me o defeito de ser ansioso.
Mas também sei que é algo que irá sempre fazer parte de mim.
Tal como muitas das pessoas que marcaram a minha vida, mas já não habitam nela.
Com tudo temos aprendizagens.
Até com a ansiedade aprendi.
Para além de ter aprendido a controlá-la melhor, aprendi que o sistema nervoso só acende o botão da ansiedade em casos extremos.
Em casos em que não dá sequer para raciocinar, quando olhamos a realidade que temos à nossa frente.
Mas que um dia esta ansiedade que me prende o peito, seja a mesma ansiedade de ter o que mais desejo na minha vida.
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