Como o próprio título indica, hoje irei escrever sobre a minha geração.
Podia dizer que simplesmente não me identificava com ela, e terminaria o texto.
Mas acontece tantas coisas, que me fazem uma profunda confusão.
Sobretudo a forma como a minha geração olha para assuntos tão íntimos.
Não consigo identificar-me com isto.
Parece que nos dias de hoje estamos num campeonato nacional, para saber quem "come" mais gajas/gajos (dependendo dos gostos de cada um).
E acho tão ridículo irem para a cama, com alguém que mal conhecem, apenas para satisfazer prazeres.
Se as pessoas pensam como eu, sou eu que tenho uma mente antiquada, sou eu que sou o conservador, etc...
Mas também tive uma educação conservadora em casa, e que me orgulho muito de a ter tido, fruto dos meus pais e dos meus avós.
Mas sinceramente, a minha geração hoje falta tanto ao respeito com os seus próprios corpos...
Faz me confusão.
Mas o que os outros deixam ou não de fazer, não é da minha conta.
Façam o que quiserem, desde que sejam felizes, e que estejam no mesmo mood com as pessoas com quem se relacionam.
O que mais me incomoda, é que as pessoas que se respeitam a si mesmo, são olhadas quase de lado, por não quererem alinhar em algo, que esta geração acha tão banal, como comer gajas/gajos como ninguém, e ainda se gabarem disso.
Quem não o faz, simplesmente é paneleiro.
Não!
Simplesmente há pessoas que não se identificam com essa maneira de estar na vida.
Felizmente há pessoas que têm respeito por si mesmas.
E confesso que desde que aprendi a amar de verdade, nunca mais me aproximei dessas vidas.
Não é que alguma vez tenha estado perto disso, mas atualmente é algo que condeno.
Depois do que já vivi, jamais voltaria a ter prazeres com qualquer pessoa, para esconder a falta de sentimento por ninguém.
E a minha ex ensinou-me que é preferível ter um sentimento de verdade, e viver um relacionamento, que viver constantemente em falsos prazeres.
Acho que esta geração lida muito mais facilmente com o sexo, porque simplesmente não querem ter nada duradouro.
Não são capazes de se ajustar às pessoas.
Não sabem o que é amar de verdade.
E por isso, acabam-se entregando a qualquer um/uma.
E fazem-no muitas vezes, para esconder a realidade da falta de amor próprio que têm por si mesmos, demonstrando a carência de ter alguém, nem que seja para uma só noite, mesmo não conhecendo a outra pessoa em questão de lado nenhum.
Muita coisa vai mal nesta geração (na minha opinião).
Mas às vezes parece que não faço parte desta geração, mas sim de outra, que tinha outros princípios, com base na família.
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