domingo, 12 de julho de 2020

As voltas que a vida dá

As voltas que a vida dá...
A vida é um carrossel de emoções.
Acho que isso é inegável.
Temos nada hoje, amanhã temos tudo, depois de amanhã voltamos a ter nada...
E muito por culpa daquilo que é a vida.
Aprendi que não devemos fazer planos para nada, porque acontece tudo ao contrário.
Se calhar deveríamos aprender a viver um dia de cada vez.
Mas sabemos que não é bem assim.
Sobretudo quando achamos que o melhor, já nós tivemos.
Quando tu já tiveste tudo, e quando achas que já não vais ser mais feliz da forma que foste, é praticamente impossível ganhares força para seguires em frente.
E é isso que sinto todos os dias.
Depois de ter tido o melhor.
Se calhar o problema é entregar-nos tanto a alguém, colocarmos a nossa felicidade nos ombros de alguém, e esquecermos que a qualquer momento essa pessoa pode querer sair, e seguir sozinho.
Esquecemo-nos que nada na vida é eterno, e que a única certeza que temos, é mesmo a morte.
É quando bate a saudade desses momentos bons, que tu acreditas que já não vais ter mais, que entras numa melancolia em que mais preferes desistir de tudo do que ficares.
E mesmo para além de não acreditares que podes voltar a ser feliz, também sabes que a vida premeia sempre os lutadores.
E eu sempre fui um.
A questão é que a vida é extremamente injusta para quem não merece.
Quem merece ter nada tem tudo, quem merece ter tudo tem nada.
É incompreensível a lei da vida.
Mas depois daqueles 2 meses de contos de fada, mais aqueles quase 7 meses de compromisso, vem me à tona nestes momentos de saudades todas as lembranças dos momentos mais felizes que vivi.
Foram precisamente estes 9 meses os mais felizes que tive em toda a minha vida.
Se antes parecia que tudo o que estava a viver era um sonho, e não queria acordar para a realidade, agora tudo parece um pesadelo interminável, para o qual só queres acordar para a realidade, mesmo não tendo forças para tal.
E é quando percebes que não é um pesadelo, mas sim uma realidade, que tu acabas por cair num foço sem fundo.
Em que até respirar custa.
Juntar aquilo que era a minha felicidade na minha vida pessoal à felicidade da minha vida profissional, era estar a viver um sonho diariamente.
E quando tu acreditas que pouco fizeste para perder tudo aquilo que já tinhas conquistado, que acabas por perder a crença em ti mesmo.
E onde podemos ir buscar essa crença?
Dizem que no tempo...
Mas o tempo é tão lento nestas ocasiões...
A dor, a mágoa e o sofrimento são os piores aliados que podes ter neste momento.
Mas os lutos têm de ser vividos, mesmo que uma pessoa queira voltar a ter tudo aquilo que já teve, e que hoje não tem.
Se a crença em Deus é enorme, mas em ti é inexistente, resta focar-nos naquilo que acreditamos, e que jamais nos deixa ficar mal.
Porque como disse no início, se hoje não temos nada, amanhã podemos voltar a ter o tudo que já tivemos.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Mais um regresso inesperado

O triste regresso a este blogue, 1 ano depois.
Depois de finalmente ter conseguido viver 1 amor verdadeiro, mas que quis desaparecer, quando menos se esperaria.
3 dias separam o tudo do nada.
Incrível termos a capacidade de termos o Euromilhões nas mãos, e de repente tirarem-nos isso.
É incrível como estávamos bem, e hoje já nem estamos.
Pergunto-me, e nesta fase são tantas as perguntas.
Daquele que para mim seria o meu relacionamento de sonho, mas que acabou por ser só um de tantos, que tinham tantas promessas, mas que simplesmente terminaram.
É uma tristeza quando tens de passar, por tudo isto outra vez, quando jamais esperavas passar sequer.
Incrível quando a outra pessoa te diz: "fazes-me feliz, não te vou deixar" e de um momento para o outro "não sinto nada por ti".
Ninguém deixa de sentir de um momento para o outro.
Mas sinceramente, não quero entender.
Não vale a pena.
Desisti tentar aprender coisas sobre sentimentos, sobre amor.
Desisti do amor.
Aliás, era algo que já tinha posto na cabeça.
Deste o melhor de mim.
Fico de consciência tranquila, porque sei que sempre fiz tudo para te manter na minha vida.
E quando eu mais precisei de ti, tu bazaste.
Mas para além de me teres trazido à tona o melhor de mim, também trouxeste o pior.
Eu sei que todos nós somos substituíveis.
Mas acho que nunca tinha sentido isto desta forma.
Aliás, eu ainda nem consegui cair na realidade...
E quando isso acontecer...
Vai custar muito!
Aliás, já custa todos os dias.
Acordar sem o teu bom dia, deitar sem o teu boa noite...
E depois, os momentos que passamos, que mesmo à distância, foram momentos fantásticos.
Lembro-me de algumas vezes que vimos filmes, os 2 juntos.
Eu entrava dentro do teu computador, e víamos esses filmes juntos.
Mas o que me dá mais saudades, era daquelas noites na casa da tua avó.
Faziamos de tudo um pouco.
Desde falar, cantar, dançar, tudo mesmo...
Lembro-me perfeitamente daquela noite em que fui o teu DJ, e que tu só abanavas a raba, nessa que foi uma das melhores noites das nossas vidas.
Os nossos momentos a 2, que só nós sabíamos realmente o amor com que nos dedicavamos àquilo?
E aquele dia no Funchal?
Foi o melhor dia da minha vida (e provavelmente também foi o teu, já nem sei)!
O nervosismo, aquele jardim zoológico na barriga no momento em que nos beijamos...
Como é que tudo desapareceu?
Sempre tentei te ajudar em tudo o que conseguia.
Desde trabalhos, quando estavas mais apertada, tudo...
Protegia-te de pessoas que te tentaram fazer mal, tu sabes disso.
Acho que por tudo o que passamos, eu merecia o respeito de pelo menos ter uma explicação sincera da tua parte.
Mas eu sei que isso não vai acontecer.
É muito injusto.
Acho que não merecia, porque para além de termos os nossos problemas, não éramos um mau casal.
Tinhamos os nossos problemas, mas sempre ultrapassamos tudo.
E o pretexto do nosso término, não é justificação.
Eu sei que há algo mais.
E que tu não me queres contar.
Não sei se um dia vou saber (talvez não...).
Mas é com esta mágoa que me despeço, daquele que é o meu regresso a este blog.