Todas as histórias começam e acabam com o "era uma vez".
Era uma vez uma felicidade, que cobria a alma de um jovem.
Por onde esse jovem passava, demonstrava e contagiava a sua felicidade.
E se dizem que não existe um caminho para a felicidade, porque a felicidade em si já é o caminho, então como fazer quando essa felicidade se perde?
Quando esse caminho se torna numa tempestade e numa escuridão enorme?
Simplesmente há factos inexplicáveis.
Mas é dada à ausência de felicidade que me vou questionando.
A meu ver, a felicidade é mais que qualquer outra essência que possa existir.
Mais que qualquer questão monetária, mais que qualquer pingo de saúde, porque a própria felicidade já nos dá saúde para dar e vender.
Quem não aceita ser feliz, desperdiça uma das essências mais belas que a vida tem.
Mas quando há uma ausência de felicidade durante muito tempo, é preciso parar, é preciso repensar, e é preciso reencontrar-nos connosco mesmos, enquanto pessoas.
Sobretudo quando deixamos de viver em função da felicidade, e passamos a viver em função da sobrevivência, ou das necessidades.
Nesta vida não devia valer tudo, mas nos dias de hoje, tudo vale.
Há questões intermináveis na minha cabeça.
Há gritos ensurdecedores na minha garganta.
Há sufoco preso no meu peito.
Há a ausência daquilo que antes me definia.
A falta de rumo de uma pessoa, traz nos à tona a falta de identidade, a ausência de motivos para se viver.
Porque ninguém merece sobreviver para viver.
Devemos sim viver para sobreviver.
Às vezes é somente a maneira como olhamos para determinadas situações.
Outras vezes é somente mais que isso.
É tempo, é aceitação, e é a esperança de que nem tudo depende de nós, e que simplesmente ninguém pode alterar um rumo, quando todos somos substituíveis.
Felicidade é sentirmos que somos e estamos realizados enquanto pessoas.
Que nada do que possa acontecer, te tira essa felicidade.
E por vezes, é melhor vivermos sem felicidade, do que vivermos numa falsa felicidade.
Talvez, um dia, sem muito procurarmos, essa felicidade apareça.
Ou sem muito esperarmos, essa mesma felicidade desapareça.
É assim o carrossel da vida.
Constantes voltas de 180° são dadas, há medida que o tempo vai passando.
E já percebemos que ele passa mais depressa quando os momentos são bons, e mais lento quando os momentos são menos positivos.
Às vezes não são só momentos, ou só fases.
Quando os momentos e as fases significam imenso para alguém, o tempo não é suficiente para apagar isso.
Há coisas que ficam para sempre no nosso coração.
Seja positivo ou negativo.
Se a felicidade estivesse presente em todos os corações, não escreveria este relato da felicidade.
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