quinta-feira, 28 de junho de 2018

Morrer na Praia

É uma tristeza que me invade a alma.
O quase que foi...
Mas qual quase?
Eu sei que o sentimento de morrer na praia, é mil vezes pior que o sentimento de morrer à nascença.
Quando dás tudo numa luta que possas ter, fazes coisas que muitas vezes não esperas vir a fazer por ninguém, e quando as coisas tão muito bem encaminhadas, cai te o mundo.
Quantas vezes não olhei para nós e pensava:
"Quanto tempo vai demorar isto até dar?".
Pensava eu que era uma questão de tempo.
Mas a vida às vezes prega-nos rasteiras, que nós por muito que possamos estar preparados, não estamos efetivamente prontos para ver.
E eu, sendo uma pessoa impulsiva, e que só sabe agir de cabeça quente, acabei por estragar a mais linda das amizades que tinha.
Nem eu sei muito bem o que tínhamos.
Se era uma amizade especial, se tínhamos um fraquinho um pelo o outro (para além de eu sentir muito mais que isso), ou se era um bocado dos 2.
E hoje, passado quase 1 mês da conversa que tive contigo, em que te disse tudo o que sentia, sinto que aquilo que nós éramos, jamais seremos.
A forma como nos reagíamos quando nos víamos, a forma como olhávamos um para o outro, a forma como sorriamos um para o outro, a meiguice com que falávamos...
Olhar para trás e ver que isto tudo não volta por culpa própria, dói-me.
Na altura sinto que fui egoísta, mas também sei que agora não há nada a fazer.
Custe o que custar só tenho que aceitar.
Doa o que doer, arda o que tiver que arder na alma.
Passado um mês, claro que isto ainda custa.
Corri e lutei muito tempo atrás de ti, e fiz algo que é proibido quando não se tem nada no bolso, apeguei-me.
Apeguei-me de tal modo, que sempre que penso em ti, tenho 2 sentimentos completamente distintos:
O 1° sentimento é o querer ver te à força toda. As saudades dos momentos extraordinários que passei a teu lado. No fundo também existe a tal carência.
O 2° sentimento é o de não querer ver te por nada. Isso porque sei que só com distância é que posso livrar-me deste sentimento de angústia que tenho dentro de mim. Tempo e distância que custam muito mais que tudo.
Muitos amigos próximos de mim dizem:
"Eu avisei-te mano".
Eu sei que eles avisaram. Mas como é que nós na vida podíamos saber se algum sentimento valia ou não a pena, se nunca tentássemos?
Se calhar por aquilo que acabou por acontecer, não valeu a pena.
Mas pelos os momentos que estão lá atrás, e que ainda sonho que um dia possam voltar a acontecer, porque esta miúda no fundo tem bom coração, é muito humilde, e é muito especial, porque é uma miúda diferente, por tudo isto que aconteceu, por toda a amizade que tive com ela, independentemente do resultado final, é claro que valeu a pena.
Disto, surgiu várias aprendizagens que levo para a vida, não só em situações amorosas futuras, mas como em situações pessoais ou profissionais.
Passado 1 mês de tudo, e com a cabeça mais a frio, posso dizer que houve algumas coisas más, mas também houve coisas muito boas.
Posso não ter saído com a alegria da vitória, que era ficar com ela a meu lado, mas saio de consciência tranquila. Porque fiz tudo o que estava ao meu alcance para a conquistar. Porque sei que se não tinha de ser, é porque no futuro vem uma coisa melhor.
Agora só peço a Deus duas coisas:
A primeira coisa, é que me retire este sentimento de paixão que ainda sinto por ela.
E a segunda coisa, que é depois deste sentimento de paixão sair dentro de mim, que eu volte a ter a amizade que tinha com ela.
Se Deus me ajudar nestes 2 pedidos, ficarei de consciência tranquila para enfrentar a minha vida de cabeça erguida.

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