Domingo de tarde, o céu está limpo, e o sol brilha no meu Algarve.
Tudo o que é o contraste da minha vida.
Tudo cinzento sem sol, sem luz, tudo somente escuro.
A saudade do melhor de nós, leva-nos para patamares extremamente fundos e profundos.
Da melhor história.
Do melhor eu.
Do melhor tudo.
Quase meio ano passou, desde que toda a história teve um fim, mas na realidade a presença de quem se tornou ausente, toma o lugar da minha dor diária.
Para além de já ter passado quase meio ano de tudo, não há um único dia que eu não pense em ti.
Naquele que foi o amor verdadeiro (e cada vez tenho menos dúvidas disso).
Naquela pessoa que foi a única.
Naquela pessoa que é insubstituível para mim, mas facilmente substituível pela própria.
Naquela história que foi a mais linda de todas.
Hoje questiono-me, como praticamente todos os dias, onde é que eu falhei?
Onde é que eu não te valorizei?
O que é que eu fiz para que a tua única saída fosse o fim?
Onde é que está toda a felicidade que sempre me definiu?
Como é que eu irei continuar, mesmo que sem ti, com esperança que irei alcançar todos os sonhos pessoais que tenho?
E se eu pedisse outro mundo, percebia.
Mas tudo o que peço, são coisas simples.
E um amor não se devia pedir, mas sim tê-lo.
Porque sem amor, a vida não faz sentido.
Não tem cor.
E o cinzento da escuridão, continuará a tomar lugar.
Porque se este é o contraste de mim mesmo, preferia que tudo o que escrevi, fosse um dia o contraste do que eu sinto.
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