Não sei o que dá mais cabo de quem sente e ressente.
Se a dor, se a saudade, se a lembrança, se a vontade e a ansiedade de querer voltar...
Simplesmente não consigo responder.
Vivo na prisão sem nunca ter sido preso.
Quando aquilo que mais queria era ser livre, e livrar-me da prisão que me acorrenta.
Quem vive numa prisão vê o mundo aos quadradinhos.
E os quadradinhos da minha vida, estão no meu coração, porque os ferros não deixam o meu coração saltar por mais ninguém, a não ser por esse alguém que um dia decidiu seguir sem mim.
Mas vamos à dor.
A dor é o sentimento que me causa desconforto.
Claro que junto à dor vem a saudade, o tal sentimento totalmente português, que vem quando queremos voltar a um determinado passado, a um determinado momento especial que tenhamos vivido.
A lembrança, é a recordação desse momento mais exemplificado, e os momentos que mais nos ficaram na retina, mesmo que as fotografias não tenham captado esses mesmos momentos.
A vontade e a ansiedade, é a guerra interna entre o passado e o futuro.
É a guerra do querer voltar atrás no tempo, mas ao mesmo tempo, é a guerra de querer seguir em frente, e de uma vez por todas, desacorrentar de um sentimento que nos prende.
Mesmo sabendo que já não é tempo de sentimentos e ressentimentos.
Que esse tempo já passou, e já lá vai.
Mas ao mesmo tempo, é aquela velha lógica da batata.
Perguntar ao tempo quanto tempo o tempo tem?
E chego à conclusão de que não sei se o tempo de sentimentos e ressentimentos já passou.
Simplesmente porque na minha vida, o tempo avança sem avançar.
Os sentimentos e ressentimentos permanecem, mesmo que 8 meses tenham passado.
Com a única diferença que todos esses sentimentos e ressentimentos tenham acalmado e amenizado.
A prisão psicológica é o que mais me acorrenta, mas espero pelo dia em que a prisão nunca mais me prenda, por ter cometido o crime de ter amado de verdade.
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