quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Mil e Uma Coisas

Já se passou praticamente 2 meses, desde que eu disse oficialmente adeus a um amor que eu sentia por ti. Ou melhor, não ao amor, mas às chances de poder ter algo contigo, mais que amizade.
Ao fim de 2 meses, percebo que ainda não te esqueci.
Que o sentimento, independentemente de ser maior ou menor, ainda continua cá dentro.
Que existem momentos e dias em que penso que já te consegui esquecer, mas depois parece que tudo volta à estaca 0.
É esta indefinição psicológica que me mata!
Num momento sinto que "eras uma vez", e depois quando estou em casa só, começo a pensar em ti, na mágoa que me deixaste quando me prometeste a tua amizade, e não saiu disso mesmo, de uma promessa.
Tenho saudades da nossa amizade!
De trocar inúmeros snaps contigo todas as noites, de constantemente mandar fotos a mandar-te caretas, saudades daquelas conversas por emojis, saudades das nossas conversas durante a noite, saudades das insónias que tinha só de pensar em ti, saudades de me deitar tarde por causa de ti, saudades de perguntar-te como te tinha corrido o dia, saudades de perguntar-te o que tinhas feito, em fim, no fundo é a saudade que me mata.
Claro que nestes 2 meses tentei afastar-me.
Tentei fazer mil e uma coisas que me afastassem o pensamento recaído sobre ti.
Sei lá, saio à noite quase diariamente, quando posso apanho bebedeiras para esquecer, farto-me de andar a pé, como gelados, vou a sítios que às vezes fico anos sem passar, vou ao cinema, sei lá, faço tudo o que posso para te esquecer.
Mas infelizmente não me sais da cabeça.
E sabes o que me dá mais raiva e nojo no meio disto tudo?
O desprezo com que me tens tratado!
Na vida sempre me ensinaram que o desprezo é um sinal de insegurança absoluta.
E isso só mostra a tua insegurança em relação a tudo.
Eu sei que gostas de alguém.
E sei que esse alguém não sou eu.
E mesmo que fosse, neste momento eu já não te queria nem dada.
Porque para além de eu ainda gostar de ti, de te amar, e de ainda mexeres comigo, sei que o melhor para mim é ter te bem longe.
Porque tu ainda és uma "pita".
Para algumas coisas tens uma mentalidade incrível e acima da média, mas para outras coisas que ainda por cima são as principais ainda és uma criança a nível mental.
Claro que podia e devia falar das tuas companhias, é inevitável, mas não é justo estar sempre a bater nas tuas amigas, porque elas têm culpa, mas tu também tens.
Tu deixaste de ser diferente para seres igual a todas as outras.
Lá está, é aquela fase estúpida e parva da adolescência, em que não sabes o que fazes, nem fazes o que sabes.
Mas enfim, neste momento aquilo que eu só queria, visto que não te consigo esquecer, era pegar-me em mim, e ir viver para Marte ou para a Lua, para ter a certeza que jamais te iria ver, e jamais iria sentir a tua falta.

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