sexta-feira, 24 de maio de 2019

Uma obrigação que não tive opção

Preferia que fosse tudo mais fácil...
Preferia que todos os meus sonhos fossem realidade...
Mas não são!!!
Muitos dependem apenas de nós mesmos, e da nossa luta, mas outros infelizmente não.
E esses são os que doem mais, sobretudo quando sabes que deste tudo o que tinhas em prol de algo ou de alguém, e simplesmente não chegou.
E é aqui que vem o sentimento de culpa.
Muitas vezes achamos que o problema está em nós, e não nos outros.
Mas quem dá o seu melhor, a mais não é pedido.
E na maior parte das vezes, o problema não está em nós.
E muitas vezes o problema não está também nos outros.
Tem que ser assim.
Para nós crescermos e amadurecermos enquanto pessoas.
Somos obrigados a sair da caixa.
Somos obrigados a seguir em frente, por muito que o nosso inconsciente se prenda ao passado.
Sobretudo quando tiveste momentos extraordinários no passado, com alguém.
Mas fui...
Fui obrigado a seguir em frente, tal como tu fizeste.
E passados uns tempos, se calhar não me arrependo.
Refleti muito, pensei muito, chorei muito...
Sou ser humano, e não sou feito nem de pedra, nem de ferro.
Mas a vida obrigou-me a isso mesmo.
Se tivesse outras opções?
Se calhar teria seguido outras opções.
Talvez teria clicado num botão, e deixado de amar (já fiz um texto acerca desta palavra).
Teria escolhido as outras mil e uma opções, menos esta.
Mas quando não há reciprocidade, és obrigado a afastar-te.
Não tens mais opções.
Ou vais continuar a viver um mundo de ilusão.
E ninguém merece viver num mundo de ilusão.
Todos nós temos o direito de sermos felizes, e não iludidos por uma falsa felicidade.
Curiosamente no outro dia esbarrei de caras com o "Alta Definição" (programa da SIC), feito ao apresentador Cláudio Ramos.
Nunca fui fã do seu trabalho.
Mas enquanto pessoa, ganhou o meu respeito.
E ele dizia quando questionado sobre alguém que lhe deixou:
"Às vezes não fica nada!
É como se morresses.
Quando amamos muito uma pessoa, e estás convencido que essa pessoa também te ama, é como se de repente tu tivesses que voltar a aprender a andar, tens que ir buscar força para comer, para sair de casa...
Porque és tu que amas!!!
A outra pessoa faz a vida dela normalmente...
A tua é que para!!!
Tu é que te deitas a pensar naquilo, acordas a pensar naquilo...
Tentas encontrar saídas, e vais escrevendo na parede todos os dias:
"É só mais um dia!!!""
E agora vem aquela parte em que eu sou obrigado a sublinhar tudo o que ele diz:
"Quando tu deixas de amar, e tu amas, é uma coisa muito violenta.
Há alturas em que preferes morrer!!!
Não podes obrigar uma pessoa a amar-te, mas também não podes deixar de amar de um dia para o outro!!!"
E sim, é um processo lento.
É óbvio que tenho saudades do passado.
Mas desse pretérito que foi um pretérito imperfeito, já não reza nada.
Somos obrigados a viver o presente.
E se queremos viver o presente, temos que o viver sempre de cabeça bem levantada e erguida.
Sobretudo quando dás o melhor de ti!
Porque se hoje não te valorizam, amanhã irá haver alguém a valorizar-te.

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