Quem diria que quase 2 anos após um sonho vivido numa ilha maravilha em pleno Oceano Atlântico, que terminaria no duro País Basco.
Ou então apenas é um desvio no caminho.
A dureza do País Basco reflete-se nos olhos, quando as saudades do que um dia sentimos (mas não das pessoas) intensificam-se.
Esta mesma dureza reflete-se nos braços, a cada carregar de um saco de cimento.
Nas costas sempre que os esforços são demasiado.
E esforçar-me é o que mais faço.
Seja no trabalho, seja nesse tal sonho, que parece que a cada dia que passa, se torna mais longínquo.
Mas depois olho para tudo, e sei que isto não é, nem nunca foi o que eu quis.
Mas é o que eu mais preciso neste momento.
A vida ensinou-me a não correr atrás do que mais queremos, mas sim daquilo que mais necessitamos.
O que mais queremos, a vida custa-nos a dar.
O que mais precisamos, ela dá-nos num piscar de olhos.
O importante, é jamais virar a cara à luta.
Seja a pegar num microfone e colocarmos a melhor arte que temos, ou então a pegar numa colher, e a espetarmos massa, mesmo que tenhamos que aprender a pegar numa colher.
Esta escola de vida que o País Basco me tem dado em apenas uma semana, tem sido uma escola incrível.
Não só pela dureza descrita, como também pela partilha das várias histórias de vida dos colegas com quem resido.
Mas neste caso, esta história acaba por ser mais uma a adicionar ao livro de memórias e de sentimentos que vivemos.
São os trocadilhos desta vida, que nos trocam as voltas, sem nos trocar.
E trocar de vida é arriscar, é colocar uma venda nos olhos, uma arma na mão e disparar para onde estamos virados.
Na incerteza do resultado final, como se não precisassemos de apenas 90 minutos como num jogo de futebol, mas sim mais meia hora de prolongamento.
E as provações que a vida me vai fazendo viver, faz me pressentir que as coisas já estão nessa meia hora de aditamento.
Mas que consiga desempatar a minha vida de uma vez, e que o resultado final de quem luta, e sempre tem sido audaz, seja a vitória, para que no final disto tudo, possa estar a levantar o tão desejado caneco, que é a concretização dos meus sonhos principais.
Sem comentários:
Enviar um comentário