sábado, 7 de julho de 2018

Abstinência

Podia ser um bom título para explicar a alguém de como deve deixar de fumar.
Não tem nada a haver com tabaco, mas cada vez dá me mais a sensação que existem muitas parecenças.
A realidade, é que há cerca de 2 meses dizia que existiam na minha vida 2 estimulantes que me acalmavam, o tabaco, e tu.
Atualmente tu preferiste ir embora, e fiquei apenas eu e o meu nite sozinhos.
Uma abstinência custa sempre!
No outro dia até disse no meu Twitter que isto era um pouco como o tabaco, ou deixas de vez, ou voltas a agarrar-te.
E então claro que o objetivo disto é deixar de vez.
O problema é que nestes casos de desgostos amorosos, também existe a tal abstinência, como no tabaco.
Deixei todas as redes sociais, à exceção do Facebook, porque sei que é a única rede social que não usas regularmente.
Todas as outras redes sociais, desinstalei do telemóvel.
Não é porque quisesse, mas não tinha outra opção.
Era difícil ter que ver alguma foto tua, e perceber que tudo o que a minha cabeça fantasiou, nunca vai acontecer.
Por isso tomei como liberdade deixar o Twitter, o Instagram e o Snapchat.
Mas apenas por uns tempos, enquanto não ultrapasso definitivamente isto, no que à saudade diz respeito.
E mesmo assim eu sei que me segues.
Diz-me quem é que perde tempo a ver a porcaria da história do WhatsApp?
Publiquei um vídeo e duas fotos na história do WhatsApp.
Imaginem quem é que viu?
Pois é, bingo!!!
Vou me refugiar nas redes sociais que não interessam a ninguém, e mesmo assim tu vais lá dar do teu olho.
A sério que nunca vou entender tudo isto.
Em condições normais devias-me deixar ir, certo?
Se tu vês que todas as atitudes que tomo é para me afastar de ti, porquê que não desligas de mim?
Eu sei que não és burra nenhuma!!!
Até assim é mais difícil para mim encarar este novo sentimento de desapego e de afastamento.
Achas que é fácil para mim quando bate aquela saudade de dar um olho no teu Twitter, Instagram ou Snapchat, eu não o poder fazer, simplesmente porque não quero ler e ver coisas que me podem doer?
Acredita que sim!
Eu apeguei-me a ti.
Eu viciei-me por ti.
Eu acabei-me por drogar a ti.
E claro que agora este sentimento custa mais que tudo.
E eu sinceramente olho para ti, e já não sinto aquele sentimento nem de paixão, nem de amizade especial que tinha por ti.
O problema é uma palavra 100% portuguesa que define um sentimento ou algo que nós tenhamos vivido e que nós adorávamos, e que sabemos bem que já não volta, a "saudade".
Isso é o que me destrói por dentro.
O facto de quando passar por algum sítio, e pensar:
"Foi aqui que vivi momento "X" com ela."
Ou o sentimento de quando for sair à noite, e ver te nos bares que costumávamos frequentar juntos, agora termos que fazer de forma isolada, provavelmente não tirando os olhos um de cima do outro.
Mas esta abstinência, que não foi uma escolha minha, mas foi uma decisão pessoal, no fundo até me tem feito muito bem.
Não te tenho esquecido, aliás, estaria a ser hipócrita e mentiroso se dissesse o contrário.
No fundo ainda penso em ti todos os dias.
A diferença é que tento com que isso aconteça o menor número de vezes possível durante o dia, e tento abstrair-me ao máximo.
Ainda ontem estava em casa, e comecei a pensar bué em ti.
O que eu fiz?
Peguei-me em mim, e fui fazer uma caminhada de duas horas.
É um sentimento que não se apaga assim.
Só o tempo e a distância podem efetivamente ajudar.
Então em vez de lutarmos contra este sentimento, encaramos isto como algo normal.
No fundo é como aquela expressão popular, que se não os poderes vencer, junta-te a eles.
E aqui acontece exatamente o mesmo.
Se não poderes vencer este sentimento, junta-te a ele!!!

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