segunda-feira, 2 de julho de 2018

Cabeça Erguida

Podia andar a chorar pelos cantos…
Podia ficar totalmente depressivo com a situação…
No fundo já passei por isso!
Quando se ama alguém verdadeiramente, e se perde essa pessoa, independentemente de ter havido ou não uma relação, custa e dói muito, porque sentimos que essa pessoa faz nos falta, sobretudo quando são pessoas que nos marcam, e quando nos apegamos.
Mas é de cabeça erguida que temos que estar.
É óbvio que não nego este "luto" amoroso.
Mas no fundo, já não vou deitar nem mais uma lágrima, por quem já não merece.
O que tento fazer, é encarar o chamado "luto" como algo normal, até que ele se apague definitivamente do nosso coração.
Se me apetecer ouvir músicas depressivas?
Vou ouvir, pois claro! Mas por muito que sinta alguma música, não me deixo levar nem pela angústia, nem pelo o desgosto, e nem pelo o vazio que me possa provocar.
No fundo (pela milésima vez), quando passamos por situações destas, nós acabamos por mudar.
As desilusões, sejam elas amorosas ou não, mudam-nos sempre.
E nós temos que entender no que é que mudamos.
Eu foco-me bastante nisso.
Deixei de focar o meu pensamento totalmente nela (é óbvio que ainda penso nela, sobretudo nessa amizade especial que não vai voltar), mas passei a focar o meu pensamento em atitudes menos positivas que ela teve, e que me deixou magoado, porque isso efetivamente ajuda a ultrapassares.
No momento em que tu começas-te a afastar dela (em todos os aspetos) e começas-te a focar em ti, começas a ter amor próprio, coisa que se calhar não tiveste por causa desse sentimento, enquanto só lutavas por ela, porque só pensavas nela, e amavas ela mais que tudo.
E nós precisamos de amor próprio!
Sobretudo para esquecer amores impossíveis.
Sinto que a cada dia que passa, penso cada vez menos nela.
Fui obrigado a cortar todo o tipo de ligação que podia vir a ter com ela.
Se foi difícil?
Ui, nem vos conto…
Não lhe mandares nenhum snap, nem de bom dia, nem de boa noite.
Não abrires qualquer tipo de mensagem de texto, imagem ou vídeo que ela pudesse mandar.
Faz tudo parte deste novo sentimento de desapego e de recriação pessoal.
É possível que possa fraquejar naquele sentimento que podia ter dado e não deu?
É óbvio que sim, é óbvio que possa ter uma recaída!
Mas como é óbvio, agora penso muito menos nela e em toda a situação, do que pensava há uma semana.
E assim há de ser, até isto desaparecer definitivamente do coração.
Sinto que hoje estou mais perto de ultrapassar este sentimento, do que estava há algum tempo.
E isso anima-me!
Quero desapegar-me o mais depressa possível.
No fundo quero ir aproveitar a vida lá fora, como qualquer jovem faz.
O caminho é em frente, e a cabeça é erguida!

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