Pior que desistir dos outros, é desistir de nós mesmos.
É acreditarmos que aconteça o que acontecer, nada vale a pena, que não há iluminação na nossa existência, que apenas existem cores neutras na vida, ao passo que a cada dia que passa, vai aumentando o vazio que existe dentro de nós.
Recordarmos daquilo que fomos, comparando com aquilo que somos, dói.
Perceber que mudamos quase que de uma maneira drástica, mais ainda.
Resta-nos tentar encarar e adaptar-nos aos desafios que a vida nos vai trazendo.
Mesmo que não tenha sido nada daquilo que sonhamos.
E quando perdemos essa força de lutar, que há quase 1 ano parecia algo impensável, acabamos por perder-nos, por perder a identidade, e simplesmente achamos que morremos internamente, sendo obrigados a cada dia que passa, adaptar-nos a essa mesma mudança.
E é a refletir diariamente, que percebo, que por mais forças que tenha, não tenho forças para remar contra a maré da vida.
Foi como se tivesse saído de um tiroteio totalmente ferido, e a necessitar de assistência hospitalar.
Mas depois percebo que isso já aconteceu (pensando de uma maneira irrealista), e acabo me afogando nessa maré da vida, mesmo parecendo que o mar não tem qualquer ondulação.
Falta perceber que resultados a vida nos trará.
Dizem que o caminho difícil é o sentido certo.
Dizem que a tempestade não dura para sempre, e que depois dela, costuma vir a tranquilidade.
Não tenho muita crença nisso, mas prefiro agarrar-me às poucas crenças que ainda tenho, e acreditar que um dia, a felicidade vai voltar a sorrir-me.
Sem comentários:
Enviar um comentário