"Há noites sem dormir
E no meio da escuridão
Há uma lágrima a cair
Tens sempre a sensação
De que nada te dá razão
Pra voltar a amanhecer"
Na voz de Domingos Caetano, e com o meu sotaque favorito, a banda olhanense "Iris", canta uma das músicas mais conhecidas do seu reportório.
"Há sempre um amanhã", é uma música de esperança, de fé, de garra, e de força.
Mesmo passando algumas noites em branco.
Mesmo não tendo muitas vezes vontade de acordar.
O que é certo, é que não podemos mudar o ontem, mas podemos mudar o hoje, e o amanhã.
Podemos mudar, sempre com base nas nossas decisões, nas nossas convicções, e naquilo que acreditamos ser o melhor para nós.
Porque nesta fase, só o "eu" interessa.
E pensar no "eu", não é ser egoísta.
É sabermos encarar que merecemos bem melhor, que aquilo que a maré da vida nos tem trazido.
É por isso que no jogo da vida, quando estamos a perder, devemos sair e lutar por ganhá-lo.
Não apenas a guerra, mas a maioria das batalhas.
Porque se é verdade que não podemos ganhar todas as batalhas, e todas as jogadas, também é verdade que no coliseu da guerra da vida, só quem vence, tem destaque.
E para vencer nessa guerra, é necessário luta, é necessário discernimento, e é necessária persistência.
De nada vale jogarmos a toalha ao chão, quando o árbitro ainda nem sequer apitou para o início da guerra.
O foco no melhor daquilo que somos, acaba por se tornar numa virtude nossa.
Porque se amanhã acordarmos sem vontade de viver, é porque amanhã ainda não é amanhã, mas sim ontem.
Sem comentários:
Enviar um comentário