"Do you believe in life after love?"
É com uma frase de uma canção nostálgica dos anos 90, que começo a escrever este texto.
A tradução é algo como: "Tu acreditas na vida depois do amor?"
Acreditar?
Creio que na altura, ninguém acredita na vida depois do amor.
Mas o tempo vai nos ensinando a lidar sem isso, e a aprender a amar-nos mais.
O meu senhorio costuma dizer uma frase, que tem tanto de interessante, como de refletiva:
"Primeiro estou eu, depois eu, depois eu, e depois ainda continuo a estar eu."
Amor próprio é tudo, sobretudo nos dias de hoje, em que só podemos confiar em nós mesmos.
Porque de falsas promessas, está este mundo carregado.
Deixei de acreditar no "vou estar cá sempre para ti, quando mais precisares."
E passado esse tempo todo, pergunto: "Onde tu estás afinal?"
Uma palavra com 4 letras ("amor" ou "love" se levarmos para o inglês) em que deixei definitivamente de acreditar.
Em que não quero ter nada a ver, mas ao mesmo tempo querendo voltar a sentir aquilo que só o amor puro me fez sentir até hoje.
O verdadeiro amor desperta o melhor de nós.
Com qualidades que nós nem sabíamos que tínhamos.
Mas cada fase é uma fase.
E a minha fase pessoal, não é para esse lado do amor, mas sim de uma reconstrução pessoal, depois desse amor, para voltar novamente a acreditar na vida.
Diz se popularmente que nunca há que deixar de acreditar, que há de acreditar sempre.
Mas às vezes somente acreditar, não é suficiente.
Sobretudo no luto, sobretudo na dor, antes dela abalar definitivamente do nosso interior.
Porque se acreditar fosse suficiente, todos os sonhos do mundo seriam realizados.
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