sexta-feira, 18 de junho de 2021

Sempre que o amor me quiser

"Sempre que o amor me quiser, basta fazer-me um sinal".
Na voz de Lena D' Água, a minha prima afastada, canta uma frase de um refrão,  de uma de muitas músicas portuguesas nostálgicas dos anos 80.
"Sempre que o amor me quiser" é o título de uma música que descreve quase na totalidade, tudo o que sinto.
A esperança no futuro.
A esperança no amor, mesmo já não acreditando nele.
Claro que na perspetiva da Lena D' Água, ela fala-nos através da música, no amor inexistente na vida dela, por um alguém que ela espera que apareça.
Mas prefiro olhar para esta música com outra perspetiva.
O amor próprio.
Porque se eu não me amar, o amor não me vai fazer um sinal, nem vai me querer.
A importância de me aprender a amar mais, nesta fase de reconstrução pessoal, ganha uma nova dimensão nestes tempos que se avizinham.
Porque sei que estou a aprender a amar-me mais.
Porque ao contrário do amor por alguém, que desperta logo interesse, e todos aqueles sentimentos que uma pessoa que já amou ou ama sabe, o amor próprio é algo que se aprende.
É tão difícil aprender a amar-nos, que é quase como tirar uma licenciatura.
Perdemos muito tempo a dedicar-nos a essa causa, muitas vezes reprovando cadeiras (temos recuos nessa aprendizagem), mas no final, ficamos com um canudo (o amor próprio, que nos dá a visão e o sentimento de que a nossa melhor companhia, somos nós mesmos).
Mesmo sabendo que se o amor me quiser, "que me hei de entregar outra vez, como a primeira vez".
Mas espero que o amor só me queira, quando eu me querer mais do que ninguém, para não voltar a cometer o mesmo erro de colocar o meu amor e a minha felicidade total, nos ombros de alguém, que pode partir a qualquer momento.
"Sempre que o amor me quiser, sei que não vou dizer não".

Sem comentários:

Enviar um comentário