"Volta no vento, por favor"
Na voz de Teresa Salgueiro, o grupo português "Madredeus", canta uma das músicas mais extraordinárias da língua lusa.
"Haja o que houver", é uma música que toca nos corações, e que nos faz refletir.
Pelo menos a mim...
Voltando ao tema deste texto, ao contrário do que dizem os Madredeus, o vento leva, mas não traz nada de volta.
O vento que não sopra sempre na mesma direção, mas que faz voar, sonhos, planos, expetativas e muitas vezes pessoas.
O que é passageiro na vida, voa com o vento.
O que é real, fica.
Muitas vezes nem é necessário fazer vento, para o vento levar.
Nem que seja o melhor de nós.
Mas afinal, como podemos definir aquilo que é o melhor de nós?
Será que baseamos aquilo que consideramos o melhor de nós, nas experiências que vivemos até ao presente?
O melhor de nós tem tanto de relativo, como de interrogativo.
Como podemos considerar uma determinada experiência, como o melhor de nós?
E acabamos a questionar-nos se já vivemos o melhor de nós, ou se o melhor de nós ainda não chegou sequer.
Ao vento que sopra, muitas vezes tornando-se incomodativo.
Não só o vento do clima, como o vento da vida.
O vento que tende a levar tudo, sem nos levar.
Mas se o vento não for capaz de levar tudo, pelo menos que deixe de soprar tão forte, nas tempestades que a vida nos faz enfrentar.
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