terça-feira, 4 de maio de 2021

1° Capicua de meses

Passou depressa...
Pelo menos aparentemente...
Num abrir e fechar de olhos, já vão 11 meses de sofrimento e solidão.
Ou como gosto de dizer nos meus relatos de futebol, o primeiro número capicua de meses, desde que a felicidade que parecia eterna, se desmembrou definitivamente.
E pegando na simbologia desde número 11, sei que este número está ligado à espiritualidade, ao perfecionismo, à inspiração, mas também à cura.
Tento renovar diariamente a espiritualidade que tenho.
Acabei por me entregar mais nestes últimos 11 meses, à fé e à crença cristã que sempre tive, fruto da educação conservadora que a minha família sempre me passou (e que muito me orgulho de ter). É graças a esta educação conservadora, que acabo por não conseguir identificar-me com nada daquilo que o mundo é atualmente, nem com a facilidade que se olha a meios para atingir os fins.
O perfecionismo já falei muito nele, sobretudo no texto dos 7 meses.
Tento ser perfeito, mesmo não o sendo.
Ou pelo menos, o mais perfeito possível.
A inspiração, é o que vem de fora.
Daquilo que leio, daquilo que vejo, daquilo que oiço, e daquilo que os meus sentidos me dão.
A cura, é algo que tento encontrar, desde há 11 meses, mas infelizmente, por muito que já tenha procurado, não tem estado fácil de encontrá-la.
Vale-me a fé cristã, vale-me a entrega à espiritualidade nestes caminhos dolorosos, escuros, de tensão e de sofrimento.
Mas aquilo que quero, é a felicidade.
Aquilo que quero, é voltar a sorrir.
E aquilo que quero, neste primeiro capicua de meses, é como diz a rapper com nome artístico de "Capicua":
"Eu quero uma casa no campo como Elis Regina,
Plantar os discos, os livros,
E quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais."

E aquilo que eu não quero que seja mais igual, foi tudo aquilo que senti, neste primeiro capicua de meses.

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