Já dizia o Luís Represas através da sua banda "Trovante":
"Ser poeta é ser mais alto
É ser maior do que os homens
Morder como quem beija
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de aquém e de além dor".
Um poeta que não se considera como tal, mas que especialistas dizem que tem ares disso.
Um reino dessa além dor que me vai consumindo desde há muito e tanto tempo.
Dizem que as derrotas custam, mas não nos matam.
E perder o melhor de mim, foi perder-me na mesma proporção.
É como perder uma guerra, em vez de uma única batalha.
É estar perdido sem GPS, no meio do nada, à procura de encontrar o caminho para a felicidade.
E sim, sinto-me perdido, à procura de tentar encontrar-me.
À procura de um dia voltar a ser eu mesmo.
À procura de progredir e seguir o caminho tão distante, como é a vida.
Mas sem GPS's, bússolas ou mapas, não me resta muito mais que parar.
À espera de alguém que me dê a mão, como outrora, e que me ajude a andar, sem medo, por esse caminho das rotinas e da vida.
O medo que se alia ao receio e à ansiedade.
Com esse medo, com esse receio, com essa ansiedade, e com essa culpa de não voltar a ser feliz, como já fui um dia.
Mas perder-nos não é saudável.
Perder-nos, leva-nos à tristeza, leva-nos à reflexão constante desse alguém que um dia perdi, perdendo-me igualmente a mim mesmo, por ter levado boa parte daquilo que era e que me tinha tornado.
Se um dia escrever o tão ambicionado livro que quero, "perdidamente" será sem dúvida o título, de alguém que se perdeu, e que nunca mais se reencontrou.
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