quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Coração

Um palpitar no coração.
O sangue a correr nas veias.
Uma emoção num sentimento.
Borboletas no estômago, a juntar a um friozinho na barriga.
Valorizar o que é importante, e desvalorizar o que não interessa na mesma proporção.
Acreditar no caminho, acreditar na vida, acreditar em Deus sempre, e no poder da oração.
Acreditar que nada acontece por acaso (como diz a minha mãe muitas vezes).
E seguir sempre com cabeça erguida, por mais forte e dura que possa ser uma derrota numa batalha, ou mesmo numa guerra.
Por algum motivo perdemos uma determinada batalha ou guerra.
Hoje estava a ver uma prova de Hipismo nos Jogos Olímpicos, e vi uma atleta portuguesa a fazer uma prova quase perfeita.
Mas o cavalo dela deitou abaixo algo que não devia, e ela acabou por ser penalizada e desqualificada.
E se não tivesse deitado, possivelmente teria ganho uma medalha de ouro.
A vida às vezes dá nos estas derrotas inesperadas.
Porque tudo faz parte de um crescimento espiritual, emocional e social.
Para que possamos mudar, crescer e amadurecer.
Já percebi que a vida faz sentido, sem o fazer.
Mas se a vida fizesse sentido às claras, isto também não tinha piada nenhuma.
São os factos inesperados que fazem um coração saltar mais forte.
Seja de alegria ou de tristeza.
De emoção ou de sensação.
De momentos passageiros aos eternos.
Aos pressentimentos que batem certo, passando pelos pressentimentos que nos desiludem.
Ao que achamos que é, e não é, e ao que achamos que não é, e na realidade é.
Ao que achamos que merecemos, e ao que achamos que não merecemos.
Ao melhor que está guardado para nós, mas também ao pior, que é o que nos faz crescer.
E no fundo, para que o meu conterrâneo (algarvio) Diogo Piçarra continue a cantar:
"É ter o coração no lado certo".

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