sábado, 28 de agosto de 2021

Crucificação

O primeiro texto totalmente católico que irei escrever (ou pelo menos tentar, porque falar de algo perfeito, não é fácil).
E quem não for católico, ou não tiver qualquer religião, com todo o respeito que tenho por essas pessoas, pode sempre passar à frente, porque neste texto falarei sobre alguém.
A alguém que creio.
A alguém que adoro.
A alguém que espero.
A alguém que amo.
Prego após prego, dor após dor, chaga após chaga.
Podia falar do corpo desse alguém que adoro, mas a frase descrita acima, pode também definir aquilo que é a minha alma e a minha vida.
O prego, é as machadadas que a vida nos vai dando.
São os momentos de provação, que passamos nas nossas vidas, para confirmar quem é na realidade fiel, àquilo que nos incutem desde novos, e que vamos renovando diariamente, semanalmente, mensalmente, anualmente, e durante todo o decorrer desta etapa da vida, com muita crença e muita fé.
A dor é o resultado desse prego, cravado na cruz.
É o sofrimento, sobretudo no interior de alguém, mesmo que esse sofrimento não seja físico, como no caso desse alguém que amo.
No meu caso, e no caso da maioria da sociedade, a dor que é interna, acaba por ser mental, social ou espiritual.
Mas mesmo nesses momentos de tribulação, há sempre a solução de nos agarrarmos à cruz, à espera que tudo mude, e que essa dor passe.
E se tivermos fé, tudo passa.
Se tivermos fé, tudo o que ambicionamos, conseguimos, agarrados a essa mesma cruz.
Porque aos olhos desse alguém que foi crucificado, não existem impossíveis.
As chagas, é tudo o que se exterioriza dessas dores.
É aquilo, que por muito que queiramos guardar apenas para nós, não conseguimos.
As chagas acabam indiretamente por ser as cicatrizes que nos marcam, e que honramos, desde que esse alguém que eu creio, carregou a sua cruz até ao calvário.
E desde desse momento, cada pessoa passou a carregar a sua própria cruz, através dessas provações que em cima falei.
Para que quando cheguemos ao calvário, que saibamos que este alguém que eu tanto espero, esteja lá ao meu lado crucificado.
Mas quem é este alguém?
Um alguém que morreu por nós, que nos salvou, e que nos ressuscitou.
Jesus é seu nome, e Cristo que criou o cristianismo, que é a sua igreja.
Se um dia a vida decidir me crucificar, mesmo que não seja no estado físico, que eu esteja ao lado do meu Salvador, para que 3 dias depois, ele me guie, e me possa levar também à alegria da ressurreição e da vida eterna.

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