"Oh meu anjo da guarda
Faz me voltar a sonhar
Faz me ser astronauta
E voar".
Na voz de dois ícones da música portuguesa (Tim e Rui Veloso), surge a música "Voar".
Que descreve muito daquilo que vou sentindo.
Ao meu anjo da guarda que vou pedindo que me guarde.
Ao meu anjo da guarda que vou pedindo que não me faça baixar os braços, mesmo quando a vida nos tenta empurrar com todas as forças para o lado oposto.
Mas afinal qual é o lado oposto?
Para quem não sabe o caminho para chegar à verdadeira felicidade, só me resta o meu anjo da guarda para ser o meu GPS e o meu guia, nesta viagem atribulada e com muitos poços de ar.
Uma vida sem sentido, seja no que ela nos traz, seja na direção da mesma.
Ao meu anjo da guarda que me traga definitivamente os "Olhos de Deus" (referência a uma música da fadista Ana Moura).
Os "meus" Olhos de Deus, atualmente é a minha irmã.
Que continua tão longe, mas tão perto de mim no coração.
É graças a ela que o sentido da vida, ainda tem alguma direção, mesmo não tendo nenhuma.
Mas depois lembro-me de outros olhos de Deus, que apareceram e desapareceram, deixando-me a vaguear e a questionar tantos porquês sem resposta.
Ao meu anjo da guarda, que questiono para as perguntas que tendem a continuar sem resposta, mas que espero um dia conseguir tê-las.
Seja com resultados de rezar sem cessar, seja com acontecimentos numa vida que não é boa, mesmo sendo, em comparação com outras pessoas da humanidade.
Humanidade esta que devia restruturar melhor as verdadeiras prioridades de uma vida.
Troca-se trabalho por dinheiro fácil e sujo, amor por prazer, rezar por espiritistas, o bem pelo mal.
Humanidade triste que faz sofrer quem só quer ser feliz.
Humanidade que continua sem acreditar no nosso anjo da guarda.
Ao anjo da guarda que me protege, mas que juntamente com Deus e os seus olhos sobre este planeta, que nos faz passar por tantas provações.
As provações custam, mas fazem-nos crescer.
Um pai não dá sempre as prendas que um filho pede.
Às vezes não dá, outras vezes dá com o tempo, e outras vezes dá-nos praticamente no imediato.
Numa humanidade longe do caminho certo, empurrando quem está no caminho certo para o errado.
Às dores silenciosas que nos afetam e magoam.
Numa humanidade que cada vez mais é egoísta, e que menos sabe viver em humanidade.
E é por a humanidade não saber viver em humanidade, que cada vez mais é cada um por si.
E sendo cada um por si, acabamos por nos afastar muitas vezes do único apoio, que muitas vezes não é físico.
A Deus que tem os olhos sobre este planeta, mesmo que nós não o vejamos.
A Deus que tem os ouvidos sobre este planeta, mesmo que nós não o ouçamos.
A Deus que nos toca, sem tocar.
E ao meu anjo da guarda, que vai fazer me voltar a sonhar e a voar, mesmo que a vida terrena mostre que não.
Porque os melhores planos de uma vida, estão em que é omnipresente, presenteando as nossas vidas com presentes da sua presença.
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